Pesquisa
eleitoral do IBOPE Opinião
Fundado em 1942, o Instituto de Opinião
Pública e Estatística – IBOPE -
foi pioneiro na realização de pesquisas no
Brasil e hoje é lider na área de pesquisas
de opinião no país. A partir de 1945,
o IBOPE começou a trabalhar com pesquisas eleitorais,
e desde o governo Juscelino Kubitschek faz
pesquisa de opinião para todas as esferas de governo,
seja federal, estadual ou municipal.
Nas pesquisas eleitorais, o IBOPE
Opinião, empresa do Grupo IBOPE,
não se limita a aferir a intenção
de voto. Faz pesquisas qualitativas
e quantitativas, cobrindo as principais fases
de uma campanha: mapeamento do eleitorado
em termos sociais e políticos; posicionamento
do candidato/partido e de forças concorrentes;
e acompanhamento da campanha propriamente
dita.
As pesquisas eleitorais realizadas pelo IBOPE são
Ad Hoc, ou seja, feitas sob
encomenda. O leque de clientes é
bastante amplo: veículos de comunicação
e entidades não-governamentais nacionais e internacionais
a empresas públicas e privadas, associações,
sindicatos, grupos religiosos, entre outros. Partidos, coligações
e candidatos encomendam pesquisas para serem
usadas no planejamento estratégico
de suas campanhas.
Continuamente, o IBOPE Opinião realiza trabalhos
de avaliação administrativa de
governos estaduais, municipais e do
governo federal, além de pesquisas de
opinião em geral.
Pesquisa eleitoral: conheça um pouco da metodologia
utilizada
Para a realização de suas pesquisas eleitorais,
o IBOPE utiliza amostragens rigorosamente
representativas da população em estudo. Tais
amostras são selecionadas de acordo com critérios
estatísticos baseados em dados do Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE), dos Tribunais
Regionais Eleitorais (TREs) e do Tribunal Superior Eleitoral
(TSE).
A seleção da amostragem final
passa por três estágios distintos:
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Seleção probabilística
dos municípios que comporão a amostra
por meio do método de Probabilidade
Proporcional ao Tamanho (PPT), tomando como base
a população de cada um deles. Este método
permite que a proporcionalidade existente entre as várias
áreas do município sejam respeitadas. |
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Seleção probabilística
dos setores censitários do IBGE onde serão
realizadas as entrevistas, utilizando também
o método PPT. |
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Seleção dos
entrevistados de acordo com cotas proporcionais
de sexo, idade, grau de instrução e setor
de dependência econômica, dentro dos setores
censitários sorteados previamente. As cotas servem
para evitar erros decorrentes da não existência
de cadastros dos eleitores dentro dos setores censitários
e da impossibilidade do levantamento de tal informação
durante o processo da pesquisa. |
Interpretando os resultados
As pesquisas de intenção de voto devem ser
avaliadas dentro do processo eleitoral. Como
são retratos do momento, seus resultados são
tratados como uma fonte a mais de evidência no contexto
analisado.
Dessa maneira as pesquisas eleitorais são
perecíveis. Sua perecibilidade
é determinada pela variação da opinião
pública. Como a opinião das pessoas é
dinâmica e responde aos estímulos que recebe,
está sujeita a influências variadas –
campanha, fatos inesperados, debates etc
-, as pesquisas devem sempre ser interpretadas dentro do
contexto no qual foram realizadas.
Margem de erro
Por se tratar de estatísticas e não números
absolutos, toda pesquisa apresenta uma margem de erro que
depende do tamanho da amostra estudada e
dos resultados obtidos. Isso ocorre porque não é
entrevistado todo o universo da população,
mas apenas uma parte representativa deste. Trabalhando dessa
maneira, há sempre um erro amostral
conhecido e calculado especificamente para cada pesquisa
eleitoral.
Para uma mesma amostra, quanto maior a homogeneidade
da população pesquisada, menor será
o erro amostral e vice-versa. Por isso, não existe
um erro amostral único e fechado para a pesquisa
como um todo, pois em cada informação fornecida
pela pesquisa há um erro correspondente.
No caso das pesquisas eleitorais, esses erros são
geralmente desiguais para os diversos candidatos em função
da distribuição geográfica
do eleitorado de cada um deles. A margem de erro comumente
divulgada refere-se a uma estimativa de erro
máximo, considerando-se um modelo
de amostragem aleatório simples. Dessa maneira,
os resultados de uma pesquisa devem ser interpretados dentro
de um intervalo que estabeleça limites à estimativa
obtida: o chamado intervalo de confiança.
O intervalo de confiança é sempre pré-estabelecido
antes do início da pesquisa, de comum acordo entre
o cliente e o IBOPE. Geralmente, fica em torno de 95%. Isso
quer dizer que se uma pesquisa fosse realizada 100 vezes
em 95 delas o resultado ficaria dentro da margem de erro.
Tendência de queda ou subida
O erro mais comum na leitura dos dados de uma pesquisa eleitoral
é divulgar tendência de subida ou queda de
determinada candidatura a partir de diferenças mínimas
no resultado, que não caracterizam estatisticamente
uma tendência.
Só é possível chegar à conclusão
que uma candidatura está crescendo ou caindo, se
houver, pelo menos, três pontos consecutivos de aferição,
com pelo menos três deles seguindo na mesma direção.
Assim, para se dizer ou escrever com segurança que
um determinado candidato cresceu ou caiu sem errar,
é preciso analisar a evolução do seu
desempenho dentro de uma série de pesquisas e não
somente comparar, isoladamente, a pesquisa atual em relação
à anterior.
Zero absoluto e zero relativo
O zero absoluto significa que nenhuma das pessoas entrevistadas
citou determinado candidato ou alternativa de resposta.
Já o zero relativo significa que o candidato foi
citado, mas não obteve citações suficientes
para atingir 1% dos entrevistados.
Mais ou menos de 100%
Os resultados das pesquisas também podem não
totalizar 100% das respostas. Isso ocorre devido a arredondamentos
e não a erros. É muito comum em pesquisas
eleitorais encontrar tabelas que totalizam de 97% a 104%,
principalmente quando a quantidade de alternativas de resposta
é grande. Isto porque as percentagens que variam
de 0,0% a 0,4% são arredondadas para 0% nas tabelas
e as que vão de 0,5% a 0,9% são arredondadas
para 1%. Por exemplo, caso existam vários candidatos
com 0,5% de intenções de voto, todos eles
sairão com 1% nas tabelas, fazendo com que a soma
das percentagens seja superior a 100%. |