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Na seção: Notícias,Investimento Publicitário,IBOPE Mídia - Área: Imprensa\IBOPE na Imprensa
Data de publicação: 28/07/2009

Primeiro semestre tem R$ 28 bilhões de autorizações

Notícia divulgada no jornal Propaganda & Marketing em 27 de julho de 2009 pelo jornalista Paulo Macedo

O primeito semestre de 2009 teve um volume de autorizações de mídia de R$ 28,107 bilhões, segundo pesquisa do IBOPE Monitor, contra R$ 26,6 bilhões do mesmo período do ano passado. O crescimento é de 6%. As 50 agências com melhor colocação faturaram R$ 16,1 bilhões neste ano, enquanto em 2008 foram contabilizados R$ 14,4 bilhões. As informações têm base nos preços cheios das tabelas dos veículos de comunicação, portanto um volume bruto que não contempla os descontos e outras negociações, como planos de incentivo (Bonificações de Volume) praticados com as agências de publicidade.

A Y&R manteve a liderança, com R$ 2.293 bilhões, seguida da AlmapBBDO, com R$ 836,4 milhões, JWT, com R$ 665,4 milhões, Borghierh/Lowe, com R$ 634,5 milhões, DM9DDB, R$ 632,4 milhões e Fischer América + Falal, com R$ 58o,6 milhões. Chamou a atenção a performance da Borghierh/Lowe, com faturamento bruto de R$ 15,042 bilhões.

O meio televisão manteve a liderança dos investimentos em mídia no Brasil. O volume contempla os PIs (Pedidos de Inserção) do primeiro semestre de 2009. A participação das emissoras cresceu para 54% contra 50% do mesmo período do ano passado, quando foram registrados R$ 13.378 bilhões. O crescimento das TVs foi de 12%.

A internet teve o maior crescimento entre os canais de mídia: 21%.O faturamento da web foi de R$ 784,6 milhões nos primeiros seis meses de 2009 contra R$ 649,3 milhões no primeiro semestre do ano passado. A executiva Dora Câmara, diretora comercial do IBOPE Mídia, instituto que faz a medição de compra de mídia no pais, explicou que os dados de internet ainda vão sofrer alteração para atender demanda do mercado.

"Vamos trabalhar junto com o Grupo de Mídia e outras entidades para ajustar a forma de valoração desse meio que começou a ser pesquisado este ano, mas que vem sendo monitorado desde 2008. A variação, porém, não será muito grande, para mais ou para menos", explicou Dora. A internet assegurou 3% de market share superando a mídia cinema, que apareceu na pesquisa com 1% de presença nos investimentos em mídia, com R$ 177,1 milhões no período contra R$ 170,7 milhões no ano passado.

Os jornais mantiveram a segunda posição, com R$ 6,3 bilhões de faturamento, mas tiveram 3% de queda na participação de mercado sobre 2008, quando tinham 26% e anotaram R$ 6,9 bilhões. As revistas asseguraram share de 8%, este ano com R$ 2,262 bilhões contra R$ 2,243 bilhões em relação ao período de janeiro a junho do ano passado. Os mesmos 8% de participação foram garantidos pelas TVs pagas nos primeiros semestres de 2008 e 2009, este ano com R$ 2,1 bilhões. O rádio elevou participação para 5% com faturamento de R$ 1,2 bilhão. O outdoor reduziu volume de recursos de R$ 32 milhões para R$ 26 milhões.

Entre os anunciantes, as Casas Bahia permaneceram na liderança do ranking do IBOPE Monitor, este ano com R$ 1,480 bilhão no primeiro semestre enquanto no ano passado a empresa disponibilizou verba de R$ 1,407 bilhão. A Unilever ocupa a segunda posição, a mesma de 2008, agora com R$ 8o8,2 milhões, menor do que os R$ 874 milhões, queda que é explicada devido à redução de 32% das verbas de mídia da categoria de higiene e beleza. A AmBev, com um investimento de R$ 467,5 milhões, confirmou o terceiro lugar, o mesm o de 2008, quando os PIs do anunciante chegaram a R$ 311,8 milhões. A Caixa Econômica Federal passou para o quarto lugar, com R$ 409,3 milhões. No ano passado a CEF estava em sexto, com R$ 267,6 milhões. A Fiat manteve o quinto lugar, agora com R$ 371,5 milhões, mas no primeiro semestre do ano passado a montadora registrou R$ 275,2 milhões. A Hyundai, que ano passado teve verba de R$ 187,4 milhões e ocupava a 15ª posição do ranking do IBOPE, passou para o sexto lugar com investimento bruto de R$ 258,2 milhões. A TIM também teve crescimento vertical: saltou da 27ª posição no ano passado com uma verba de R$ 125,1 milhões para a sétima, com R$ 255,6 milhões.

A Praça de São Paulo concentrou o maior investimento publicitário do pais com 30% de share com R$ 8,3 bilhões contra R$ 8 bilhões e o mesmo volume de participação de mercado. A rubrica Nacional, que envolve revistas, TVs por assinatura e internet, contabilizou R$ 4,9 bilhões e 18% de share. Com participação de 13%, o Rio de Janeiro é o terceiro colocado, com R$ 3,6 bilhões. O mercado de Vitória, que passou a ser pesquisado este ano, não só os investimentos publicitários, mas também a quantidade de GRPs (Gross Rating Points), teve 1% de share e R$ 316 milhões de faturamento.

"Há queda de 2% no setor financeiro e de 44% no imobiliário. A indústria farmacêutica teve elevação de 39% com destaque para medicamentos para dor, que tiveram 71% mais investimentos no período, e para gripe, com 56%, nesse caso atribuo a elevação à gripe suína. Nos serviços ao consumidor, a telefonia aumentou em 136% os investimentos e saúde 32%. As campanhas públicas registram 54% de aumento de verbas. Como há um crescimento de 6% no semestre, quando o cenário era pessimista, acredito que até dezembro o mercado vai manter ou até subir as previsões", finalizou Dora.



 


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