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Data de publicação: 14/01/2009
Pesquisa IBOPE Inteligência e WIN revela a percepção da população mundial sobre a crise econômica
O estudo inédito realizado em 17 países mostra que 49% da população mundial está pessimista em relação à crise; já no Brasil apenas 19% da população acredita que a situação financeira do país irá piorar
O IBOPE Inteligência, em parceria com a rede global de pesquisas WIN - Worldwide Independent Network of Market Research, divulga pesquisa global sobre a percepção da população mundial em relação à crise econômica enfrentada no momento. Intitulado “A Crise no Mundo”, o estudo ouviu 16 mil pessoas, em 17 países, sobre o futuro de seu país, de sua renda e da confiança no governo, nos bancos e nas ações de mercado. Alemanha, Áustria, Brasil, Canadá, China, Coréia do Sul, Espanha, Estados Unidos, França, Holanda, Índia, Inglaterra, Itália, Islândia, Japão, Rússia e Suíça participaram do estudo.
A pesquisa inédita aponta um cenário negativo na percepção da população mundial, com maior pessimismo em relação à situação do país do que à situação do próprio entrevistado. Do total, 49% dos entrevistados esperam a piora financeira do seu país nos próximos três meses e apenas 12% estão otimistas em relação ao futuro. Porém, ao transferir essa situação para suas próprias vidas, em um período mais amplo, de 12 meses, a expectativa muda: 45% imaginam ter sua renda ampliada, enquanto apenas 16% projetam queda de renda nos próximos meses.
Já os indicadores de confiança no governo são críticos. Em nota de 1 a 10, os entrevistados atribuem média de 5,2 para confiança na habilidade do governo de seu país lidar com a crise; 5,3 na confiança na solidez dos bancos e 4,0 de confiança no mercado de valores.
Islândia e Japão são os países com população mais pessimista em relação aos efeitos da crise atual, seguidos por França, Alemanha e Reino Unido. Em um terceiro nível, mas ainda assim com predomínio de negativismo, surgem Itália, Espanha e Rússia.
Entre os países mais otimistas estão Índia, Brasil e China. Em praticamente todos os indicadores, esses países dividem a liderança em menções positivas, reflexo do momento vivenciado recentemente, de desenvolvimento econômico, crescimento acentuado de PIB, industrialização e controle da inflação.
Ainda com grande otimismo em relação ao futuro de seu país, mas em patamar ligeiramente inferior aos países acima, desponta os Estados Unidos, considerado um dos países-alvo da atual crise. A crença no futuro promissor pode ser atribuído à vitória de Barack Obama nas recentes eleições ou à herança do título de maior potência econômica mundial.
Outro destaque é a Holanda, único país europeu com traços de otimismo, ainda que não presentes em todos os aspectos avaliados. O levantamento registrou elevada confiança no governo, nas instituições financeiras e no mercado de valores, se comparado com a média dos demais países.
O estudo aponta que os entrevistados mais otimistas fazem parte dos países em crescimento, que formam o BRIC (Brasil, Índia e China); e os depoimentos mais críticos e pessimistas provém da população das regiões mais desenvolvidas, responsáveis pela formação do G8 (Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Rússia, Inglaterra e Estados Unidos). “Para entender a percepção dos entrevistados é preciso levar em consideração, além dos impactos da crise sentidos em cada país, que ma
ior instrução e maior poder aquisitivo tendem a estimular uma visão mais crítica e cética. O otimismo dos países do BRIC se deve, principalmente, pelo impulso recente em suas economias”, destaca Eduardo Krenke, diretor de Atendimento e Planejamento do IBOPE Inteligência.





Resultados da pesquisa no Brasil
Os resultados da pesquisa referentes ao Brasil apontam que a população está otimista: apenas 19% acreditam que a situação financeira do país irá piorar nos próximos meses, e 34% apostam em melhorias. O índice de confiança do brasileiro supera a grande maioria dos países: 6,7 acreditam na capacidade do governo de lidar com a crise; 6,1 nos bancos e 5,7 no mercado de ações.
Do total, 79% dos entrevistados esperam aumentar a renda própria no próximo ano. Os resultados registram tendência mais otimista entre pessoas de menor renda, que residem nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
“Os programas e ações desenvolvidas pelo governo para as classes mais baixas provavelmente contribuíram para os índices de aprovação do atual governo e se refletem também nesta avaliação de confiança no governo e na situação financeira dos brasileiros”, explica Krenke.
A pesquisa “A Crise no Mundo” foi realizada durante a segunda quinzena de novembro e a primeira quinzena de dezembro de 2008. A maioria das entrevistas foi feita via internet e telefone, com exceção de Brasil, Índia e Rússia, onde os depoimentos foram coletados pessoalmente. No Brasil foram realizadas duas mil entrevistas em todo território nacional, e nos demais países entre 500 e 2.000 entrevistas, representativas da população.




Sobre a WIN
O IBOPE Inteligência é a primeira empresa associada à WIN na América Latina. Criada em 2007, a WIN é uma rede global de pesquisa de mercado composta, atualmente, por 18 conceituadas empresas de pesquisa independentes, cujos membros têm por meta compartilhar técnicas e metodologias, fomentando negócios internacionais, além de disseminar as melhores práticas e cases de sucesso. São elas: Leyhausen (Alemanha), Gallup (Áustria e Coréia), IBOPE Inteligência (Brasil, Argentina e México), Leger Marketing (Canadá), CRC Research (China), Instituto DYM (Espanha), The Research Intelligence Group (Estados Unidos), BVA (França), Marketing Response International (Holanda), ICM Research (Inglaterra), Capacent (Islândia), Doxas S.P.A (Itália), Nippon Research Center (Japão), Romir (Rússia) e ISOPUBLIC (Su&
iacute;ça). A associação já ocupa a 7ª posição no ranking mundial do setor. Assista à reportagem sobre essa pesquisa divulgada no Jornal Nacional dia 13 de janeiro de 2009. Leia reportagem divulgada no jornal O Estado de S. Paulo dia 14 de janeiro de 2009.
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