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Na seção: IBOPE Opinião,Opinião Pública,Notícias,Instituto Paulo Montenegro - Área: Análises e Índices\2006
Data de publicação: 16/11/2006
Educação ocupa sétimo lugar entre as prioridades do País
Pesquisa realizada pelo IBOPE Opinião em julho de 2006 é parceria entre Instituto Paulo Montenegro e Compromisso Todos pela Educação
A educação ocupa apenas o sétimo lugar entre as áreas em que o Brasil enfrenta seus mais sérios problemas, na opinião da população. Esse é o principal resultado da pesquisa de opinião realizada pelo IBOPE sobre o Ensino Básico no Brasil, em julho deste ano. O levantamento também constatou o baixo nível de participação dos pais na vida escolar, a falta de acompanhamento do orçamento da área por parte da sociedade e o relativo desconhecimento de exames como Saeb, Enem e Prova Brasil.
Entre os entrevistados, 15% apontaram a Educação como a área mais problemática. A área da saúde (apontada por 43% dos entrevistados) ocupa o primeiro lugar da lista, seguida por "empregos" (41%), "fome e miséria" (31%) e "segurança pública" (31%). O percentual de entrevistados que coloca a Educação como prioritária se mantém praticamente inalterado entre os que têm nível de escolaridade até o Ensino Médio. No entanto, entre os que completaram o Ensino Superior, 31% acreditam que a Educação vem em primeiro lugar. A diferença de percepção quanto à qualidade da Educação Básica oferecida às crianças e jovens brasileiros também varia de acordo com o nível de escolaridade e a classe social. Para 28% dos entrevistados, a educação básica pública é ruim ou péssima. Apenas 25% classificam o ensino como ótimo ou bom e a maioria (45%) o considera regular. Quase metade das pessoas ouvidas (44%) também acha que a educação está melhorando, mas em ritmo lento: 8% enxergam uma melhora em ritmo acelerado. Na outra extremidade, 20% acreditam que o ensino está piorando. E para 26% ele está igual. Entre as pessoas com Ensino Superior, a avaliação negativa é bem maior: 49% classificam a Educação Básica como ruim ou péssima e 31% acham que ela está piorando. "O saldo positivo (diferença entre a soma de ótima, boa e regular, e avaliação de ruim e péssima) que se mantinha nos outros níveis de escolaridade desaparece entre as pessoas com Ensino Ssuperior", afirma Silvia Penteado Cervellini, diretora de planejamento e atendimento do IBOPE Opinião. A avaliação positiva da educação básica pública também é maior nas classes D/E (33% de ótima e boa); na classe C, é bastante semelhante ao total (24%); e cai significativamente nas classes A/B (14%). Entre os pais de alunos de escolas da rede pública 21% avaliam a qualidade do ensino como ruim ou péssima, e 31% acham que ela é ótima ou boa. Participação A participação na vida escolar, importante impulsionador da melhoria da educação, também foi avaliada pela pesquisa do IBOPE. Constatou-se que apenas 30% integraram Associações de Pais e Mestres (APM) nos seis meses anteriores à pesquisa. Ao mesmo tempo, 47% declararam a intenção de participar de associações de pais e mestres nos seis meses seguintes."Não é possível saber a que tipo de participação os entrevistados se referem, se mais ou menos efetiva", esclarece Silvia Cervellini. Entre os alunos, 16% fizeram parte de conselhos escolares e 14% de grêmios estudantis. A participação estudantil em grêmios é menor nas regiões Norte e
Centro-Oeste (7%) e nas classes D/E (11%). Outra forma de participação é o acompanhamento do destino dos recursos da educação por parte da sociedade. Dos entrevistados, 13% disseram já ter acompanhado o repasse de recursos do governo para a área e declararam que iriam continuar fazendo o mesmo nos seis meses seguintes. No entanto, a maioria (44%) nunca acompanhou nem pretendia acompanhar o destino desse dinheiro. Soluções Juntos, governo federal e Ministério da Educação, foram apontados como os órgãos que mais contribuem para a melhoria da educação básica pública no Brasil - 56% expressaram essa opinião. Em seguida, aparecem os professores das escolas públicas (27%) e as prefeituras (23%). As organizações sociais aparecem em posição de destaque (17%), à frente dos governos estaduais, dos pais de alunos e das secretarias estaduais de educação. Para 31% das pessoas que participaram do levantamento, os exames que avaliam a educação básica - entre eles Saeb, Enem e Prova Brasil - estão "ajudando muito" e outros 27% acham que está "ajudando um pouco". No entanto, 29% não conhecem esse tipo de avaliação. Perguntados sobre o fator que mais motiva o professor no exercício da profissão, 37% apontaram o salário. Destaca-se, porém, o fato de um percentual muito semelhante (30%) considerar que o principal motivador é "ver que os alunos estão aprendendo". Na avaliação de Silvia Cervellini a pesquisa mostra que "a sociedade tem pela frente o desafio de dar à agenda da Educação força e urgência para tornar a participação da sociedade uma ‘obrigação’, além de disseminar parâmetros e indicar caminhos eficazes para essa batalha pela qualidade da educação básica pública no Brasil". Sobre a pesquisa A pesquisa IBOPE sobre o Ensino Básico no Brasil é fruto da parceria do IBOPE, por meio do Instituto Paulo Montenegro (voltado para o desenvolvimento e a execução de projetos na área de Educação), e o Compromisso Todos Pela Educação. A divulgação do levantamento está sendo feita com exclusividade pela Agência de Notícias Todos Pela Educação. O IBOPE realizou a pesquisa entre os dias 19 e 24 de julho de 2006. Foram feitas 2002 entrevistas em 143 municípios, com a população de 16 anos ou mais, de todas as classes sociais. O nível de escolaridade dos entrevistados é da 4ª série do Ensino Fundamental em diante. O levantamento aconteceu em todas as regiões do País, em capitais e cidades do interior. Dos entrevistados, 40% são pais de alunos (84% deles com crianças matriculadas no ensino público e 16% no ensino particular). Outros 9% são alunos e 51% não possuem ligação com o ensino básico. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. "Metade dos brasileiros têm hoje uma ligação direta com o Ensino Básico. Trata-se de uma base potencial considerável para a mobilização em relação ao tema", afirma Silvia Penteado Cervellini, diretora de planejamento e atendimento do IBOPE Opinião. Fernando Moreira Leal / Agência de Notícias Todos Pela Educação Download do relatório
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