Instituto Paulo Montenegro
Instituto Paulo Montenegro is a non-profit organization created by IBOPE for purposes of contributing to the quality of education in Brazil and in every country where the company operates, disseminating innovative educational practices and stimulating social mobilization.

Its main achievements include the Functional Literacy Indicator (Inaf) that measures functional literacy levels in the Brazilian adult population, evaluating their skills and Reading, writing, and calculation skills applied to their daily lives.  The main purposes are promoting public debate, encouraging initiatives by the civil society, and subsidizing the formulation of public policies.

The program Nossa Escola Pesquisa Sua Opinião (Nepso) disseminates the use of opinion research as pedagogical tool in the public education network. Present not only in Brazil, but also in Argentine, Chile, Mexico, Colombia, Portugal, and Angola, the methodology constitutes experiences in school practice that concretize the principles of contextualization, integration of subjects, Independence of youngsters, citizenship and participation, creating possibilities to innovate pedagogical work.

Lastly, the PerguntAção program uses opinion participating consultations which purpose is to strengthen articulation of different social groups to promote actions that transform their local reality.

To learn more about the work of Instituto Paulo Montenegro, visit www.ipm.org.br.


 

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IBOPE anuncia criação de uma nova empresa, a IBOPE.com
01/Feb/2001

Em abril de 2001, o IBOPE Mídia divulga os primeiros dados oficiais sobre medição de audiência dos canais de TV por assinatura. Nesta entrevista, o diretor de Audiência da empresa, Antônio Ricardo Alves Ferreira, fala sobre as características do mercado hoje e como funciona o novo serviço.

Leia a entrevista e confira ainda em abril, no site do IBOPE, os primeiros índices de audiência dos canais de TV por assinatura.

IBOPE Interact - Quando o IBOPE vai começar a medir a audiência das emissoras pagas?

Antônio Ricardo - O IBOPE já mede a audiência das emissoras pagas há alguns anos, mas como a medição era baseada em um pequeno número de domicílios com sistema pay TV, não publicávamos os dados individualizados de cada emissora. Em fevereiro de 2001, terminamos a implantação de uma amostra complementar de domicílios com sistema pay TV na Grande São Paulo e no Grande Rio de Janeiro e os dados já estão sendo entregues aos atuais clientes do serviço. O primeiro dado mensal oficial do serviço será de março de 2001, com divulgação prevista para 16 de abril.

IBOPE Interact - Quais as diferenças entre a medição das emissoras abertas e das pagas?

Antônio Ricardo - A metodologia é basicamente a mesma, utilizamos peoplemeters ligados aos televisores de uma amostra de domicílios. A grande diferença está na amostra. Enquanto em cerca de 96% dos domicílios das nove maiores regiões metropolitanas há televisor e a população tem acesso às emissoras abertas, a penetração do sistema pay TV é de apenas 12%. Por isso, uma grande parte do trabalho para medir a audiência das emissoras pagas foi desenvolver uma amostra que atendesse a estas duas realidades. Depois de muitas negociações com o mercado, concluímos que o modelo mais adequado seria uma amostra de 400 domicílios com o sistema pay TV distribuídos na Grande São Paulo e no Grande Rio de Janeiro. A amostra que produzirá os dados de audiência das emissoras abertas e pagas é a mesma. Apenas complementamos as amostras que tínhamos na Grande SP e no Grande RJ com domicílios com o sistema pay TV, de forma que, no conjunto das duas regiões, tivéssemos 400 domicílios com acesso às emissoras pagas. A desproporção da amostra em relação ao universo é corrigida por ponderação para o cálculo da audiência do total de domicílios (com e sem TV paga).

IBOPE Interact - O IBOPE vai medir a audiência da emissoras pagas em outras regiões?

Antônio Ricardo - Inicialmente, vamos fornecer dados das emissoras pagas apenas das praças Grande Rio de Janeiro e Grande São Paulo. Uma possível expansão deverá acompanhar a demanda do mercado pelos serviços.

IBOPE Interact - O serviço Pay TV vai medir a audiência de todos os sistemas e emissoras pagas?

Antônio Ricardo - Para garantir a consistência das informações, deveremos reportar emissoras que atendam patamares mínimos de penetração nos domicílios da região. Em março de 2001, por questões técnicas, ainda não tínhamos incluido na nossa amostra os domicílios com os sistemas Direct TV e Sky, mas a solução operacional já está sendo desenvolvida e acreditamos que ainda no primeiro semestre de 2001 incorporaremos estes domicílios na nossa amostra. Já temos previsão de 50 domicílios com estes sistemas no Rio de Janeiro e em São Paulo, mas como eles ainda não estão colaborando, a amostra instalada em março de 2001 é de 350 domicílios em vez dos 400 previstos.

Veja a relação de emissoras que terão a audiência medida pelo IBOPE no serviço completo Pay TV.

IBOPE Interact - Como os dados do serviço Pay TV serão disponibilizados?

Antônio Ricardo - Os dados serão fornecidos através do software Telereport, já utilizado pelo mercado no serviço de TV aberta. Os assinantes do serviço de TV aberta da Grande SP e Grande RJ continuarão tendo acesso apenas aos dados das emissoras abertas e os dados das emissoras pagas serão apresentados agrupados. Da mesma forma os clientes do serviço Pay TV RJ e SP terão acesso apenas aos dados das emissoras pagas. Ofereceremos também uma opção comercial em que o cliente do serviço Pay TV RJ e SP terá acesso aos dados de todas as emissoras abertas e pagas.

IBOPE Interact - Por que o IBOPE não vai fornecer um serviço unicamente com os dados dos domicílios com o sistema pay TV?

Antônio Ricardo - Se os dados de audiência das emissoras pagas fossem gerados com base apenas na amostra das pessoas ou domicílios que têm o sistema pay TV, a comparação entre os dados das emissoras abertas e pagas ficariam mais difíceis de serem feitas, pois 1% de audiência domiciliar na amostra exclusivamente pay TV significaria 10.375 domicílios, enquanto na amostra exclusivamente de TV aberta significaria 63.673 domicílios. Assim, por vários motivos, optamos em trabalhar com uma amostra única, mas isto não significa que não disponibilizaremos dados apenas da amostra de domicílios com serviço pay TV, pois o Telereport pode facilmente disponibilizar este dado a partir da seleção do target "domicilios pay TV".

IBOPE Interact - O público das emissoras pagas é muito segmentado. Isto exige uma análise diferenciada dos relatórios de audiência?

Antônio Ricardo - Seguramente, o planejamento de Mídia para veiculação na TV paga deve ser pensado de forma diferenciada.Variáveis como Alcance, Afinidade, Atratividade e Fidelidade deverão ser analisadas com maior profundidade e as estratégias de veiculação seguirão padrões diferentes do que é convencional para a TV aberta. Os profissionais de Mídia no Brasil já conhecem muito bem este desafio e o IBOPE disponibilizará as ferramentas gerenciais necessárias para que eles operacionalizem este conhecimento.

IBOPE Interact - Com a medição dos canais pagos pelo IBOPE, quais alterações podem ocorrer no mercado?

Antônio Ricardo - Não acreditamos que ocorram mudanças bruscas de cenário. Já existiam informações no mercado para que se pudesse ter uma avaliação geral da TV paga e os profissionais de Mídia vinham balisando seu trabalho por elas. Com o novo serviço, anunciantes a agências passam a ter em mãos um instrumento mais preciso para dimensionar os resultados oferecidos pelo sistema de TV paga, o que permitirá a promoção de ajustes graduais em busca da otimização dos recursos aplicados nesta mídia.

IBOPE Interact - A penetração do sistema pay TV no Brasil ainda é muito pequena quando comparada à de outros países, como Argentina, onde a penetração chega a cerca de 60%. Por que isto acontece?

Antônio Ricardo - A situação da Argentina é particularmente diferente da do Brasil. Naquele país, a TV paga veio para contornar limitações institucionais que impediam a formação de redes de televisão com penetração nacional e, por isso, cresceu mais rapidamente. Embora não tenhamos uma pesquisa específica sobre o assunto, acredito que um fator que colabore para que a pay TV ainda não tenha atingido uma penetração maior no Brasil é a qualidade da TV aberta quando comparada à de outros países. Além disto e do preço do serviço, existem outros dois fatores importantes. O primeiro deles é a barreira cultural. Hoje, os canais pagos oferecem um conteúdo mais apropriado para o estrato mais elitizado da população - o fato de boa parte da programação ser legendada, por si só, já é uma barreira. A segunda questão é que o sistema pay TV concorre com outros serviços, como Internet e telefone celular. Na hora de fechar o orçamento familiar, muitas pessoas precisam escolher entre um serviço ou outro.

IBOPE Interact - A medição pelo IBOPE pode colaborar para o aumento da penetração do serviço de TV por assinatura?

Antônio Ricardo - Isto pode acontecer a médio prazo. A possibilidade de uma avaliação mais objetiva da eficiência da TV paga pode resultar em um aumento do volume de investimentos dos anunciantes. Este dinheiro poderia ser destinado, em parte, para subsidiar os valores de assinatura e, com isso, facilitar o acesso a uma faixa maior da população.

I BOPE Interact - Qual o potencial de crescimento da TV por assinatura no Brasil?

Antônio Ricardo - Na 8ª Pesquisa TV por Assinatura , realizada em dezembro de 2000, verificamos que, nas nove maiores regiões metropolitanas do Brasil, 45% das pessoas que não têm sistema de pay TV em casa gostariam de ter. Além disto, o estudo estimou que as operadoras atuais só atingiram 31% dos domicílios de classes A e B, o que mostra que existe um mercado enorme a ser conquistado. As operadoras podem crescer muito avançando nestas classes sociais, mas, para atingirem a situação ideal, precisarão avançar sobre as demais classses. As operadoras ainda precisam encontrar um modelo que atenda as expectativas da população. A última tentativa, de oferecer um pacote mais barato, mas com menos opções de canais, não chegou a dar o resultado esperado, pois a penetração da TV por assinatura tem variado de 10% a 12% desde setembro de 97.

IBOPE Interact - O serviço Pay TV já pode ser adquirido pelo mercado?

Antônio Ricardo - Este serviço já foi comercializado para diversas emissoras do Brasil e dos EUA e está disponível para o mercado mediante assinatura de contrato anual. Os interessados podem entrar em contato com o departamento comercial do IBOPE Pesquisa de Mídia pelo telefone (11) 3066 1690.

 
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