ARTIGO
Meio Ambiente e Responsabilidade Social, por Roberto Lobl.

GESTÃO DO CONHECIMENTO
Para o IBOPE, conhecimento tem de ser multiplicado.

CATI BUS
Desenvolvida para várias empresas ao mesmo tempo, a pesquisa é realizada com a população das classes A, B e C, com custo sob medida.

CAPA
O Consumidor do Século XXI gasta mais no cartão, no cheque ou em dinheiro?

WebRF
Nova ferramenta propõe programações efetivas de planejamento de mídia.
   
“É necessário ter ferramentas para  capacitar
e realizar as campanhas” Antônio Ricardo
 
Palavra do cliente “Com a regularidade das pesquisas foi possível trazer velocidade à informação, mesmo que ainda em contexto semanal. Isso tem mostrado resultado direto e rápido, permitindo que façamos um trabalho melhor para o próprio mercado. Agora, temos como argumentar mais com o anunciante e com as agências de propaganda. É uma forma de o mercado acompanhar toda a evolução que essas ferramentas passaram. É preciso manter essa evolução.”

Cristina Aguiar,
gerente de marketing da EPTV
 
No município de Campinas, eram realizadas pesquisas em caráter especial: duas rodadas anuais de uma semana cada, utilizando o caderno de TV (auto-preenchido). Agora, são realizadas medições semanais com o People Meter (*).

(*)Sistema eletrônico de medição de audiência de televisão.

PELO BRASIL AFORA

Pesquisas relatam que características regionais influenciam nas escolhas dos consumidores

Engana-se quem pensa que a globalização é inevitável no mundo dos negócios. Prova disso foi um dos temas debatidos num dos mais importantes encontros da publicidade brasileira: a regionalização. O assunto foi apresentado, em julho, no IV Congresso Brasileiro de Publicidade, organizado pela Associação Brasileira das Agências de Publicidade – ABAP, na comissão “A Realidade dos Mercados Regionais”, uma das 15 que integraram o evento.

O debate contou com a presença de Antonio Ricardo Ferreira, diretor-executivo do IBOPE Mídia. O profissional apresentou estudos que confirmam que ascaracterísticas regionais dos mercados influenciam de maneira significativa na compra e na audiência dos meios.

Para Antonio Ricardo, é necessário analisar e estudar o mercado local e ninguém melhor do que as agências regionais para conduzir uma campanha de maneira efetiva, nesse contexto. No entanto, o executivo pondera: “Para que essas agências possam atuar de maneira estratégica, não basta estar nas regiões. É necessário ter ferramentas para capacitar e realizar as campanhas”.

DIFERENÇAS REGIONAIS

Uma das curiosidades apresentadas foi a respeito da audiência de televisão aberta em horário nobre. Os números demonstram que a diferença nas principais capitais do País chega a 85% em programas líderes de uma emissora. Isso significa que uma atração pode ter apenas 15% da audiência obtida em outra capital.


O hábito de leitura de jornal também apresenta variações regionais significativas. Algumas capitais criaram hábitos diferenciados, como a cidade de Porto Alegre, que se destaca com um índice de leitura diária de 65%. Belo Horizonte vem na segunda colocação, com 47%, e São Paulo, bem atrás, com apenas 18% de índice de leitura diária.

Habitualmente um meio com índices de leitura estável, o jornal apresentou 161% de crescimento na leitura, nos últimos três anos, na cidade de Belo Horizonte. O fenômeno deve-se ao surgimento de títulos populares no período analisado.

O rádio também apresentou diferenças relevantes: na cidade de Porto Alegre, a audiência do meio é 60% maior do que no Distrito Federal, por exemplo.

Outro estudo, desta vez o Target Group Index, relatou as características diferenciadas no consumo de whisky nos Estados brasileiros. Os dados apontam a região Nordeste como a maior consumidora dessa bebida no País. Enquanto 14% dos entrevistados em Recife, 13% em Salvador e 11% em Fortaleza consumiram whisky nos últimos sete dias, quando consultados pelo estudo, apenas 7% dos entrevistados nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, o fizeram.

O executivo mostrou também que existe um bom número de pesquisas sobre os mercados regionais e que é possível desenvolver alternativas, como as experiências bem-sucedidas de Vitória e Goiânia. A partir da organização e profissionalização desses mercados, o IBOPE lançará em 2009 novos serviços nestas praças.

Outros dois municípios que já experimentam os resultados da realização de pesquisas contínuas, a partir da coordenação dos interesses do mercado local, são Florianópolis e Campinas (ver quadro). “Quando o mercado se organiza e gera demanda efetiva, a pesquisa pode ajudar e muito”, afirma Antonio Ricardo.

O DEBATE

A comissão “Realidade dos Mercados Regionais” foi presidida por Ricardo Nabhan, presidente da Federação Nacional das Agências de Propaganda (Fenapro), entidade que vem realizando trabalho em prol da regionalização da propaganda em todo o País.

Integraram também o debate o jornalista e economista George Vidor, do jornal O Globo e da Globonews, Izael Sinem, diretor de serviços de marketing da Nestlé, o
deputado Cláudio Vignatti (Santa Catarina), presidente da Frente Parlamentar de Fortalecimento à Mídia Regional, e Ricardo Esturaro, diretor de planejamento e marketing da Rede Globo.


GIRO
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- Luís Paulo Montenegro • Diretor Corporativo - Rogerio de A. Cajado • Diretora de Recursos Humanos e Organização - Amélia Caetano • IBOPE Media: CEO - Flavio Ferrari • Diretor Executivo - Antonio Ricardo Ferreira • Diretora Comercial - Dora Câmara • IBOPE Inteligência: CEO - Nelsom Marangoni • Diretoras Executivas de Atendimento e Planejamento - Laure Castelnau e Márcia Cavallari • Diretor Executivo de Desenvolvimento e Soluções Técnicas - Ney Luiz Silva • Instituto Paulo Montenegro: Diretora Executiva
- Ana Lúcia Lima
IBOPE
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