O IBOPE acaba de ingressar em uma
lista das 50 corporações mais
internacionalizadas do Brasil e
ocupa, honradamente, pela primeira
vez, a 5ª posição do ranking. Divulgado em
novembro no anuário Multinacionais Brasileiras,
do Jornal Valor Econômico, o ranking das 50
empresas brasileiras mais internacionalizadas foi
resultado de um estudo realizado pela Sociedade
Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais
e da Globalização Econômica (Sobeet) com 211
empresas, todas elas com atividade internacional.
Para Carlos Augusto Montenegro, presidente
do IBOPE, esse resultado é reflexo do intenso
processo de expansão geográfica que a empresa
vem passando desde o início da década de
90. “Estamos muito orgulhosos”, diz.“Atualmente, já estamos entre as 25 mais importantes empresas de pesquisa do mundo(*) e pretendemos conquistar uma posição cada vez mais forte e representativa no mercado global”, declara o executivo.
O IBOPE figura também como a 7ª empresa
de maior receita (US$ 250 milhões em 2007)
e ativos fora do Brasil e a 2ª companhia com o
maior número de funcionários no exterior
(3,9 mil). O estudo, produzido com base em
pesquisa exclusiva a partir de critérios da
UNCTAD, sigla em inglês para Conferência
das Nações Unidas para Comércio e
Desenvolvimento, apurou aspectos da atuação
das companhias lá fora, como motivações,
obstáculos e ações estratégicas. O objetivo
foi avaliar as organizações brasileiras que se
instalaram fora do País e mensurar o nível
de exposição global de seus negócios. Friboi,
Odebrecht, Gerdau e Coteminas ocupam da 1ª a
4ª colocação no ranking, respectivamente.
PARCERIA E DIVERSIDADE CULTURAL
A internacionalização do IBOPE ganhou
contornos de importância no início da década
de 1990. O IBOPE foi escrevendo sua história
de internacionalização para romper as
fronteiras brasileiras e marcar presença
nos principais países do continente.
Iniciou-se com o IBOPE Mídia, uma das
empresas do Grupo IBOPE.
Num primeiro momento, o processo
se deu por meio de alianças com
empresas já estabelecidas nos países. Em
seguida, as parcerias se firmaram com
potenciais competidores internacionais
interessados na região. “O objetivo era
elevar ao máximo nossas vantagens e
nos fortalecer em áreas vulneráveis”,
afirma Carlos Augusto. A tecnologia e
a profunda experiência acumulada pelo
IBOPE no Brasil, além da afinidade cultural
entre os países da América
Latina, foram importantes
diferenciais para
conquistar esse espaço.
Os primeiros escritórios
regionais do IBOPE
Mídia foram abertos na
Colômbia, no México e na
Argentina. “Desde o início,
o aprendizado foi muito
grande e acumulamos
as melhores práticas nas
diversas localidades”, diz
Rogerio Cajado, diretor
Corporativo do IBOPE. A
evolução é constante, e
um dos exemplos que se
destacam por combinar
regionalização e globalização vem da
cidade de Miami, onde está localizado
o escritório da empresa que atende à
demanda de clientes americanos por
informações de audiência dos canais de TV
a cabo do continente inteiro.
PLANOS DE EXPANSÃO
Atualmente, o IBOPE é composto por
duas grandes empresas: IBOPE Media
– responsável pelas pesquisas de mídia,
consumo, investimento publicitário e
internet – e IBOPE Inteligência, que atende
a estudos de mercado, marca, opinião
pública e ainda internet.
O Grupo possui participações acionárias em duas empresas: IBOPE//NetRatings e
Millward Brown do Brasil. Possui operações no Brasil e em 12 países da América
Latina, um escritório de vendas em Miami, além de sócios e parceiros estratégicos
em outros países.
Recentemente, a empresa alterou sua estrutura societária, fortalecendo a
parceria nos negógios de mídia com o grupo WPP, um dos maiores
conglomerados de comunicação e pesquisa do mundo. A Nielsen,
empresa norte-americana com atuação nas áreas de informação e
mídia e um de seus parceiros internacionais, vendeu sua participação
minoritária no IBOPE Media. A negociação não interfere na parceria
estratégica entre a empresa e a Nielsen nas operações da jointventure
IBOPE//NetRatings, líder na medição de dados de internet.
Muito pelo contrário. Com a parceria entre IBOPE e WPP, a empresa
vai intensificar e expandir sua atuação internacional, bem como
incrementar os negócios com esse importante player global. “Temos
grande interesse em entrar na Europa com o IBOPE Media”, afirma
Carlos Augusto. A empresa já possui um parceiro em Portugal, a
Markdata, e quer intensificar essa parceria.
CRISE, NÃO! OPORTUNIDADE!
Mesmo com as incógnitas lançadas pelos problemas globais de
crédito, Carlos Augusto diz que a crise atual vai eleger ganhadores.
“Crise é uma palavra que não consta do dicionário do IBOPE”, revela com
confiança. Para ele, quem investe na crise sai dela ainda mais fortalecido. E os
próximos passos para essa expansão estão apontando para os Estados Unidos.
”As atividades de pesquisas de mercado e de internet são prioridade para esse
mercado”, revela Montenegro. Como construir o futuro faz parte da filosofia
da empresa, tudo indica que o processo de expansão do IBOPE em 2009 vai
continuar. Segundo Nelsom Marangoni, CEO do IBOPE Inteligência, o objetivo
é ter uma rede na América Latina para atender à demanda de projetos locais e
internacionais. “Com a globalização dos negócios, nossos clientes encomendam
estudos regionais e até mundiais”, explica Nelsom. O IBOPE Inteligência está
presente no Brasil, no México e na Argentina. Em 2009, a operação chegará ao
Chile e, futuramente, à Colômbia. “Nosso modelo de expansão é gradativo para
manter maior homogeneidade na operação, buscando uma rede que atue de
forma similar ao Brasil”, finaliza Nelsom. |