O empreendedorismo e a busca
por oportunidades, expansão
e novos negócios sempre
fizeram parte da cultura
do IBOPE desde a sua criação, há mais
de 65 anos. Com sua atual ampliação
geográfica, presença no Brasil e em 12
países da América Latina, além de Miami
(EUA), e 2.150 colaboradores, a empresa
busca desenvolver um processo que
garanta a continuidade dessa filosofia
de negócios – que pressupõe que toda e
qualquer idéia merece consideração.
E, mais do que isso, propicie a todos os
níveis hierárquicos a mesma oportunidade
e incentivo para a inovação.
Não por acaso, o IBOPE Media,
uma das empresas do Grupo IBOPE,
implantou a Diretoria de Inovação,
cujo propósito é sistematizar processos
e redefinir estratégias. A nova área
conta com um software especial,
denominado BrightIdea.com, que
auxilia na gestão das idéias, além de
avaliar o impacto financeiro de todas
as atividades relacionadas à inovação. "Somos a primeira empresa na América
Latina a utilizar o software, que emite
relatórios por meio dos quais é possível
acompanhar o número de idéias
sugeridas todo mês, a quantidade de
projetos aprovados, reprovados e o
retorno que esses últimos vêm trazendo
à empresa, entre outras informações”,
conta Alexandre Crivellaro, diretor da
área. “Nosso time pensa em inovação
em tempo integral”.
Além da equipe fixa, há 20
profissionais de outros departamentos
que atuam como ‘embaixadores da
inovação’, dedicando parte de seu
tempo aos projetos relacionados ao
tema. É a eles, explica o executivo,
que os funcionários recorrem para
apresentar seus insights criativos.
A partir daí, os autores das melhores
– e mais promissoras – idéias são
convidados a detalhá-las.
“É imprescindível que as propostas
estejam completas e concisas, já que
na próxima etapa passarão pelo crivo
do Comitê de Avaliação, composto
por oito diretores das empresas do
IBOPE Media – no Brasil, no México e
no Chile – e do IBOPE//NetRatings”, diz
Alexandre. “Eles dão notas às sugestões,
classificando-as de acordo com seu grau
de inovação, investimento e risco. As
primeiras do ranking são apresentadas ao
alto comando do Grupo e, se aprovadas,
ganham o mercado.”
DE DENTRO PARA FORA
Essa cultura de inovação, vale ressaltar,
vai além dos muros da companhia.
Um bom exemplo disso é o Programa
de Inovação do IBOPE Inteligência,
capaz de detectar e amplificar os ‘sinais
de inovação’ disponíveis em nosso
ambiente próximo, mas muitas vezes
escondidos pelos ‘ruídos’ que nos
cercam. “Especialistas afirmam que
uma boa parte dos produtos e serviços
que usaremos daqui a 20 ou 30 anos já
existe, mas ainda não tomou uma forma
que possamos reconhecer. É justamente
aí que entra esse novo programa”, diz
Vera Lígia Pompeu de Toledo, diretora de
Atendimento e Planejamento do IBOPE
Inteligência. “Queremos oferecer a nossos
clientes um novo olhar sobre temas
relevantes, ajudando-os a encontrar
novas soluções para problemas
específicos.”
Além de uma equipe
multidisciplinar, formada por alguns
dos funcionários mais criativos
do IBOPE Inteligência, a novidade
conta com o apoio de um painel
criativo, cujos membros podem ser
convocados – ou não – dependendo
do projeto. Denominado MentesBrilhantes, o grupo é formado
por cerca de 30 cidadãos comuns
que, notadamente criativos, foram
indicados por profissionais do
IBOPE, clientes e parceiros.
“Nossa escolha recaiu sobre os que
mais se destacaram em dinâmicas de
grupo e testes psicológicos”, explica
Vera Lígia.
Ainda segundo ela, o
planejamento das sessões criativas –
realizadas em formato de workshops
e conduzidas pela equipe do IBOPE
Inteligência – envolve dois módulos e
até nove ferramentas distintas, usadas
de acordo com as necessidades do
cliente e o assunto em questão.
O incentivo à geração de idéias
também implica a utilização de
métodos qualitativos variados, tais
como imersão, vivências interativas
entre a equipe do próprio cliente (ou
entre o cliente e seus consumidores),
dramatizações, situações de
confronto e adesões, entre outros.
“Para funcionar, no entanto,
a empresa e seus profissionais
precisam estar preparados e
realmente dispostos a identificar
aquilo que deve ser mudado,
transformado, reinventado”,
afirma a diretora. “Para tanto, em
geral, o exemplo precisa vir de
cima”, finaliza. |