Como descobrir o perfil
dos fãs de carteirinha de
sua empresa e de seus
produtos? E quanto às
características daqueles que vivem
reclamando da sua marca? Até
bem pouco tempo, essas e outras
perguntas poderiam ser respondidas
quase que exclusivamente por meio
da realização de pesquisas qualitativas,
coordenadas por profissionais
habilitados. Em geral, presenciais.
Hoje, no entanto, o acesso
ilimitado e irrestrito ao maior focus group do mundo – a internet – está
permitindo às empresas interessadas
conhecerem melhor seu público
“digital”. O Redes Sociais, do
IBOPE Media, é capaz de classificar
comunidades virtuais de acordo com
o perfil médio de seus integrantes. E,
a partir daí, coletar informações que
ajudem os clientes em suas tomadas de
decisão estratégicas.
Segundo Alexandre Crivellaro,
diretor da área de inovação do IBOPE
Media, isso não significa que esse
tipo de levantamento vá substituir as
pesquisas qualitativas. “O trabalho de monitoramento em redes sociais, que representa uma
fonte de dados fantástica, serve para complementar, enriquecer e consolidar as pesquisas qualitativas tradicionais. Além disso, permite
uma interação mais pessoal e espontânea, mais exploratória e precisa”, diz. “Apesar de não ser
obrigatório, o ideal é aplicar primeiro a on-line e depois a pesquisa qualitativa
tradicional off-line”.
Entre as vantagens da metodologia,
explica o executivo, estão a
espontaneidade das informações
públicas recolhidas no mundo virtual,
a facilidade operacional e o grande
volume de insights à disposição.
A ferramenta também atende à
constante demanda do mercado por
produtos de baixo custo que analisem
a massa de dados da web.
RELAÇÃO ESTREITA
O produto permite a utilização
de diversos filtros e combinações.
O cliente elege as comunidades
virtuais que deseja mapear levando
em consideração seu número de
associados, volume de acessos e, o
mais importante, seu posicionamento
em relação ao tema a ser pesquisado.
Algumas delas, cujos assuntos não
evidenciam a “relação” dos usuários
com determinado produto ou marca,
são evitadas. “Também procuramos
coletar e classificar informações
geradas a partir de abordagens
positivas, negativas e neutras. Por
exemplo, ‘Eu amo tal marca’, em vez
de ‘Eu odeio esta tal marca’”, explica
Celina Takemura, pesquisadora e
coautora de um amplo estudo sobre
redes de relacionamento apresentado
em Dubai (nos Emirados Árabes)
no congresso Insight Esomar 2009,
que reuniu os principais grupos
de pesquisa do mundo. “A ideia
é oferecer aos nossos clientes
um produto final rico e o mais
abrangente possível.”
A amostra, por sua vez,
é representativa do perfil das
comunidades avaliadas. Ao todo, são
analisados cerca de dois mil membros,
no mínimo 50 por rede social e boa
parte deles integrantes recentes
e ativos. A análise, vale destacar,
não inclui apenas a comunidade
em questão, mas também as
secundárias, ou seja, associadas a
seus integrantes. “Com isso, temos
um panorama mais amplo no que diz
respeito ao estilo de vida e aos gostos
de cada internauta”, finaliza.
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