edição 13 • ano 4 • abr/mai/jun 09    | HOME |

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“O crescimento dos jovens na internet é significativo, pois parte de uma base estabelecida de adeptos”

Fábia Juliasz

 

“Essa geração é tão bem informada que passou a ser influenciadora no consumo de suas famílias”

Paula Sória

 


Índice de Confiança em Marcas Esportivas

Marca Índice
Nike 58
Adidas 58
Olympikus 37
Puma 30
Reebok 28
Mizuno 13
Fila 12
Topper 10
Speedo 9
Wilson 6
Umbro 5
Diadora 5
Asics 2


 

TUDO AO MESMO TEMPO, AGORA!

Conectados em rede, jovens convergem informação e entretenimento e tornam-se influenciadores no consumo da família

Celulares, IPods, computadores e videogames. Esses são certamente os acessórios mais presentes na vida dos jovens brasileiros. Conectados em rede, os adolescentes compram, jogam, trocam informações e opiniões, mas, principalmente, divertem-se. Um contexto onde a internet tem papel fundamental.

Prova disso são os altos índices de participação de adolescentes na rede. Dados do IBOPE Nielsen Online apontam que, de abril de 2008 a abril de 2009, o número de pessoas na web com idade entre 12 e 17 anos cresceu 5,8%, enquanto o incremento geral da internet foi de 13,6%. Segundo a diretora executiva do IBOPE Nielsen Online, Fábia Juliasz, apesar do crescimento registrado no período ser menor que o da internet, ele é significativo, pois parte de uma base já estabelecida de adeptos.

Os números dão dimensão ao assunto: o Brasil é o primeiro colocado entre os dez países em que a medição é realizada. O tempo mensal de uso da internet entre jovens brasileiros nesta faixa etária, em abril de 2009, foi de 41 horas e 14 minutos - o segundo colocado foi o Reino Unido, que registrou um total de 18 horas e 43 minutos de navegação, para a mesma faixa etária.

Amanda Lopes Nunes Mamede, 12 anos, integra o perfil básico de uma jovem de sua idade, que já nasceu com a tecnologia à disposição. Ela utiliza diariamente um serviço de mensagens instantâneas para conversar com as amigas, sua diversão preferida na internet. Gosta também de sites de jogos e realiza pesquisas para os trabalhos escolares com a ajuda de sites de busca. O tempo em que permanece conectada é acompanhado pela mãe, Regina. “Quando o período é muito longo, eu falo com ela”. Mesmo com essa preocupação, Regina acredita que a comunicação por intermédio da internet ajuda o jovem a se relacionar melhor.

A popularidade de ferramentas como MySpace, Orkut e Facebook destaca o sucesso das redes sociais. De acordo com o IBOPE Nielsen Online, o MySpace, por exemplo, alcançou quase 40% do público de 12 a 17 anos, em abril de 2009. O Youtube, site que permite que os usuários carreguem e compartilhem vídeos em formato digital, chega a alcançar 24,6% de jovens nessa mesma faixa etária, no mesmo período.

O papel dos pais e da escola

Será que os jovens estão preparados para enfrentar o caldeirão de informações disponível na internet sozinhos? Segundo Rosa Maria Farah, coordenadora do Núcleo de Pesquisas em Psicologia e Informática da PUC-SP, para uma utilização saudável da internet é imprescindível a conversa transparente entre pais e filhos. “Isso inclui estabelecer limite de uso, assim como qualquer outro controle”, explica a psicóloga.

Ao mesmo tempo em que a família tem um papel preponderante num contexto onde tecnologia e, principalmente, internet estabelecem novos padrões de comportamento, a escola também passa a interagir de modo diferente com os alunos.

O Colégio Vértice, primeiro colocado no Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) em São Paulo, em 2009, é um dos que apostam nos benefícios da tecnologia no ambiente escolar, desde que utilizados de forma produtiva. Na instituição, a partir dos três anos de idade, os alunos começam a ter acesso aos microcomputadores e suas ferramentas. “Desde o início, eles são orientados a fazer o uso responsável”, afirma Adilson Garcia, um dos diretores da escola.

Consumo com confiança

De olho nesse público, o IBOPE Inteligência e Troiano Consultoria de Marca aplicaram nos jovens o Índice de Confiança em Marcas (ICM).

O produto, lançado em abril, é uma importante ferramenta para a avaliação do desempenho das marcas e é indicado para qualquer segmento de bens de consumo. “Como resultado, é entregue uma pontuação, que vai de zero a 100, demonstrando onde estão os pontos fortes e fracos das marcas pesquisadas”, explica a diretora de atendimento e planejamento do IBOPE Inteligência, Paula Sória.

A estreia da aliança estratégica entre as duas empresas foi a pesquisa sobre os hábitos de comportamento dos jovens brasileiros de 15 a 19 anos a respeito das marcas esportivas, estudo realizado em março com 390 internautas brasileiros.

Segundo Paula, as marcas Nike e Adidas apresentam larga vantagem em relação às demais com um índice de 58 pontos. As duas atendem ao aspiracional desses jovens, ou seja, ficam muito próximas do que eles querem ser: bonitos, líderes e fortes.

A marca Olympikus também aparece com destaque nos resultados da análise. “Num contexto onde há predominância das marcas internacionais, o terceiro lugar, ocupado pela Olympikus, na frente de Puma e Reebok, representa uma grande conquista”, destaca Paula.  A marca registrou 37 pontos no índice de confiança.

O estudo inédito revelou que, do total de entrevistados, 89% praticam algum tipo de esporte e 59% dedicam-se entre uma e duas horas por dia a atividades esportivas. Os exercícios mais praticados são caminhada (39%), futebol (19%) e corrida (18%). Mesmo assim, os respondentes dedicam muito mais horas para dormir (de sete a oito), navegar na internet (de quatro a cinco) e estudar (duas a três). A prática de esportes fica na frente apenas da leitura, que conta com 1 hora e 40 minutos de dedicação diária, em média. 

Com relação às fontes de informação que são importantes para a compra de materiais esportivos, 66% dos participantes consideram os sites dos fabricantes de produtos, 61% dão importância às opiniões de outros consumidores, 58% levam em conta as sugestões dos consumidores nos sites das lojas e 50% as indicações compartilhadas nos sites comparadores de preços. “Essa geração é tão bem informada que passou a ser influenciadora no consumo de suas famílias”, conclui Paula. 


 
GIRO
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- Luís Paulo Montenegro • Diretor Corporativo - Rogerio de A. Cajado • Diretora de Recursos Humanos e Organização - Amélia Caetano • IBOPE Media: CEO - Flavio Ferrari • Diretor Executivo - Antonio Ricardo Ferreira • Diretora Comercial - Dora Câmara • IBOPE Inteligência: CEO - Nelsom Marangoni • Diretoras Executivas de Atendimento e Planejamento - Laure Castelnau e Márcia Cavallari • Diretor Executivo de Desenvolvimento e Soluções Técnicas - Ney Luiz Silva • Instituto Paulo Montenegro: Diretora Executiva - Ana Lúcia Lima
IBOPE
Publicação trimestral institucional do IBOPE para públicos interno e externo • supervisão e edição: gerência de Comunicação Institucional, Valéria Segato Covre Fernandez (MTb 20.100) • coordenação: Taís Bahov (MTb 53.300) e Cláudia Jardim • entrevistas e textos: Ana Beatriz Ansarah (MTb 40.418) • edição de arte e produção gráfica: D´Lippi Design + Print • fotos: Shutterstock, Stockexpert e Paulo Pampolim • revisão: Eliete Soares • endereço para correspondência: Alameda Santos, 2101 - 8º andar – São Paulo/SP – CEP 01419 002 – comunicacao@ ibope.com. A versão eletrônica da publicação está disponível no endereço www.ibope.com. Autorizada a publicação dos dados contidos nas matérias desde que citada a fonte.