edição 14 • ano 4 • jul/ago/set 09   | HOME |

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Bem-vindos à era da conexão

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Homens e mulheres: diferentes também na escola

TECNOLOGIA
Vem aí uma nova geração de meters
 

"Ainda não há no mundo medição eletrônica de audiência de TV digital sintonizada por celular"

Antonio Ricardo Ferreira

 

"Nós acreditamos em multiplataforma, pois o consumidor é multifacetado"

Adriana Scalabrin

 
 

VEM AÍ A NOVA GERAÇÃO DE METERS

Aparelhos capazes de aferir audiência de TV em diversos meios serão lançados até o fim de 2010

Até pouco tempo, assistir à televisão no celular ou no computador parecia impossível, mas, graças a avanços tecnológicos, o que era impraticável tornou-se realidade. E não é preciso ir muito longe para assistir aos programas preferidos fora de casa. No Brasil, já é possível adquirir celulares que permitem sintonizar de graça os canais de TV aberta analógica ou digital ou que disponibilizem assinaturas pagas para os canais da TV a cabo. Para fazer o mesmo no computador, é necessário ter um pouco mais de infraestrutura: conexão de banda larga e, em alguns casos, decodificadores e aplicativos para visualizar o conteúdo oferecido.

De olho nessa realidade, que apenas começa a ganhar espaço no país, e na crescente complexidade e diversidade das instalações dos televisores, o IBOPE Mídia se dedica ao desenvolvimento de uma nova geração de Meters. Eles serão capazes de aferir audiência em diversas plataformas, dentro e fora de casa. Para Adriana Scalabrin, diretora de informações de marketing da TV Globo, é um trabalho fundamental para que a emissora possa estabelecer a relação da TV aberta e seu conteúdo via outras plataformas. “Nós acreditamos em multiplataformas, pois o consumidor atualmente é multifacetado. O consumidor muda e os meios de comunicação também têm de se adaptar. Imagino que essa realidade se concretize nos próximos anos no Brasil,” comenta Adriana.

A maioria das soluções parte do princípio do reconhecimento do som. Segundo Luiz Antonio Motta, diretor de desenvolvimento de produto do IBOPE Media, seja qual for a mídia, o aparelho sempre será compatível com a audição. “A tecnologia muda, mas a audição será sempre a mesma”, afirma. E é justamente por causa dessa sua
característica universal que o recurso será utilizado para substituir a tecnologia
atual. “É a solução do momento, que inclusive já é utilizada pelas principais empresas de pesquisa do mundo”, conta Antonio Ricardo Ferreira, diretor executivo do IBOPE Mídia.

Tecnologia

A medição da audiência de TV no celular é um tema que se encontra em fase inicial de desenvolvimento e, entre outras etapas, prevê a criação de um software que deverá ser instalado no próprio aparelho. “Na prática, ele vai codificar o canal que está sendo assistido e gerar, a cada momento que for determinado, uma informação que será enviada para a nossa central de processamento”, explica Motta. Ainda não há previsão de quando o sistema deverá estar efetivamente no mercado. “Esperamos operar em sistema-piloto até o fim deste ano”, afirma Ferreira. “Atualmente, não há nenhum lugar no mundo, nem mesmo no Japão, que
tem um sistema de TV aberta digital semelhante ao nosso, onde a medição de audiência de TV aberta, sintonizada por telefones celulares, seja feita eletronicamente”, enfatiza.

Mais próxima de se tornar realidade, a aferição da TV na internet será feita por
um Meter que identificará os programas assistidos por meio de sinais de áudio.
Ferreira espera que até o fim de 2010 seja possível disponibilizar para o
mercado um Meter-software compatível com a maioria dos equipamentos (PCs e notebooks) atuais.

Mobilidade

Os Meters fixos, utilizados para medição de audiência nos domicílios, também
ganharão uma versão renovada, em acordo com a tecnologia baseada no princípio de reconhecimento do som. “O Meter fixo será a primeira alternativa de aferição
nas residências, mesmo para instalações mais complexas, LCD e plasma. Os aparelhos são parecidos com os que usamos atualmente conectados aos televisores”, diz Ferreira.

Segundo o executivo, o desafio é o de fazer com que as mesmas pessoas da amostra domiciliar usem um Meter celular ou um outro pequeno device portátil para coletar informações do que assistem na TV fora de casa. Ferreira se refere aos Meters portáteis, aparelhos que têm processador, memória, microfone e capacidade de transmitir dados. O funcionamento parece simples: o sistema grava assinaturas eletrônicas do som do conteúdo da emissora de televisão que está sendo assistida e as envia para uma central de processamento. Para identificar
o programa e a emissora assistida, o sistema compara essas assinaturas com a gravação do som de todas as emissoras armazenadas no banco de dados central.
A interface para que todo esse processo ocorra é o microfone.

De acordo com Ferreira, o objetivo é o de ter-se capacidade de medir audiência
de programas assistidos em qualquer plataforma e lugar. No exemplo do Meter celular, um software é instalado e o aparelho pode ser levado para qualquer lugar.
“Para medir a audiência, é só colocar o aparelho próximo ao televisor para que
capture e envie a assinatura eletrônica do som”, diz Motta. O primeiro teste da versão móvel do Peoplemeter está previsto para ocorrer ainda este ano, em São Paulo. O painel terá 40 domicílios e 130 pessoas que terão avaliação dos novos equipamentos. As três soluções deverão ser disponibilizadas para o mercado no primeiro semestre de 2010.

Expansão

Apesar da crise, o IBOPE Mídia manteve todos os investimentos previstos, mesmo sob o risco de não ter a demanda esperada no ano passado. “Para fazer isso é preciso coragem e estabilidade interna, características presentes no nosso negócio”, conclui Ferreira.

IBOPE
Presidente - Carlos Augusto Montenegro • Vice-presidente
- Luís Paulo Montenegro • Diretor Corporativo - Rogerio de A. Cajado • Diretora de Recursos Humanos e Organização - Amélia Caetano • IBOPE Media: CEO - Flavio Ferrari • Diretor Executivo - Antonio Ricardo Ferreira • Diretora Comercial - Dora Câmara • IBOPE Inteligência: CEO - Nelsom Marangoni • Diretoras Executivas de Atendimento e Planejamento - Laure Castelnau e Márcia Cavallari • Diretor Executivo de Desenvolvimento e Soluções Técnicas - Ney Luiz Silva • Instituto Paulo Montenegro: Diretora Executiva - Ana Lúcia Lima

GIRO
Publicação trimestral institucional do IBOPE para públicos interno e externo • supervisão e edição: gerência de Comunicação Institucional, Valéria Segato Covre Fernandez (MTb 20.100) • coordenação: Taís Bahov (MTb 53.300) e Cláudia Jardim • entrevistas e textos: Ana Beatriz Ansarah (MTb 40.418) • edição de arte e produção gráfica: D´Lippi Design + Print • fotos: Shutterstock, Stockexpert e Paulo Pampolim • revisão: Eliete Soares • endereço para correspondência: Alameda Santos, 2101 - 8º andar – São Paulo/SP – CEP 01419 002 – comunicacao@ ibope.com. A versão eletrônica da publicação está disponível no endereço www.ibope.com. Autorizada a publicação dos dados contidos nas matérias desde que citada a fonte.