Vídeo online
VideoCensus, novo produto do IBOPE Nielsen Online, fornece métricas sobre o consumo de vídeo pela internet
O hábito começou há apenas quatro anos, impulsionado pela criação do site YouTube, mas já passou a fazer parte do cotidiano de muita gente que incorporou novas características ao seu uso. Assim nasceu e está crescendo o consumo de vídeos na internet, uma maneira diferente de visualizar conteúdos que até há pouco tempo era exclusividade da televisão. “Hoje, o internauta não está interessado somente em criar seus próprios vídeos assim como fazia alguns anos atrás. Ele quer, também, assistir aos programas e cenas de televisão preferidas quantas vezes quiser e no horário que desejar”, conta a diretora executiva do IBOPE Nielsen Online, Fábia Juliasz. De acordo com a executiva, o hábito de assistir a vídeos online no Brasil ganhou 4 milhões de adeptos no período de um ano. De outubro de 2008 a outubro de 2009, passou de 14,4 milhões para 18,4 milhões de pessoas.
O crescimento do uso da banda larga associado a utilização de monitores com telas mais modernas, fatores que permitiram assistir aos vídeos com mais conforto, são as principais razões desse crescimento, não só no Brasil como em todo o mundo. “Essa realidade é ainda mais animadora para o nosso país, que já tem mais de 60% de seus internautas navegando mensalmente em sites de vídeo, um índice muito superior ao de outras localidades”, afirma Fábia. O alcance do YouTube no Brasil, por exemplo, é de 57%, enquanto nos Estados Unidos e na Inglaterra está em 47%. Além disso, no ano passado, a penetração do uso de sites de vídeo no Brasil foi de 54%, três anos atrás era de 39%. “Se considerarmos que a qualidade e a penetração da banda larga tende a aumentar por aqui, essa afinidade dos brasileiros com os vídeos online deve crescer ainda mais”, explica.
Conhecer detalhes e números desse mercado, que se torna cada vez mais expressivo e competitivo no Brasil, é fundamental, e o IBOPE Nielsen Online traz para o país, a partir de 2010, o produto VideoCensus. A ferramenta fornece informações sobre como os consumidores assistem aos vídeos pela internet. “Atualmente, temos uma ferramenta de medição de audiência de internet que verifica quantas pessoas estão, por exemplo, navegando nos sites de vídeo online. A partir do início do próximo ano, teremos também um produto focado no comportamento do usuário em relação ao vídeo propriamente dito, que entregará informações detalhadas”, explica André Giannini, gerente de operações de internet do IBOPE Nielsen Online.
Entre os dados que podem ser disponibilizados pelo VideoCensus está o tempo médio investido pelos expectadores para assistir a um vídeo, quais dos conteúdos têm mais acesso num determinado site e o número de vezes que os filmes são reproduzidos. “Para isso, os sites que desejam ser monitorados inserem um código, ou tag, nos reprodutores desse tipo de conteúdo. Cada vez que ele for acessado, as informações são armazenadas, depois processadas e organizadas”, explica Giannini. A base de dados é atualizada diariamente e é disponibilizada ao cliente via internet.
As informações geradas pelo VideoCensus podem ser utilizadas como importante conhecimento estratégico para esse mercado. O produto deve ajudar os sites e produtores de conteúdo a conhecerem melhor o comportamento de sua audiência, assim como proporcionar a agências e anunciantes mais informações sobre como fazer seus investimentos. Segundo Fábia, o VideoCensus integra-se a uma gama de produtos que foram lançados em 2009, comprovando a expectativa positiva do IBOPE Nielsen Online em relação ao mercado de internet no Brasil. “Mesmo em um período difícil, continuamos a investir em ferramentas que auxiliam as agências, os veículos e os anunciantes na tomada de suas decisões”, diz Fábia.
Comportamento
A ferramenta possui características que possibilitam, também, identificar a origem dos acessos, seja ela de estados brasileiros, americanos ou japoneses. Segundo Giannini, uma das funções mais interessantes do VideoCensus é a da possibilidade de detectar-se, por meio de dois gráficos comparativos, a evolução da porcentagem das pessoas que assistem a um determinado vídeo em relação ao conteúdo do site. “Conseguimos detectar em que ponto do conteúdo a audiência abandona o vídeo”, diz Giannini.
Outra métrica fornecida pelo produto é uma nota conferida para o nível de atenção das pessoas em relação ao vídeo e ao conteúdo publicitário, chamada em inglês de average attentiveness score. “Ao abrir o conteúdo, o usuário adota comportamentos para os quais são atribuídas notas. A pontuação de quem minimizou a janela é mais baixa do que quem manteve a janela aberta o tempo todo, por exemplo, e, dessa forma, conseguimos detectar os vídeos e as propagandas que ganharam mais interesse da audiência”, explica Giannini.
Projeto-piloto
Antes do lançamento do produto, o IBOPE Nielsen Online decidiu realizar projeto-piloto, que está em andamento, na Globo.com. “Sentíamos falta de uma ferramenta que pudesse medir os conteúdos de vídeo dos veículos na internet”, declara o coordenador de métricas da Globo.com, Alexandre Oppermann. Acompanhando a realização dos testes, ele considerou a possibilidade de entender o interesse do expectador pelo vídeo e de que forma a audiência abandona um determinado conteúdo, uma das possibilidades mais interessantes da ferramenta. Segundo ele, é necessário mensurar esse mercado, que é crescente e promissor. “Sabemos que ele cresce e os investimentos publicitários são cada vez maiores, mas precisamos de dados que nos ajudem a conhecer em profundidade essa realidade. A partir do momento em que existe a medição, o segmento tende a crescer ainda mais”, conclui. |