Uma fotografia repleta de detalhes e nuances, reunindo mais de 18 mil indivíduos de diversos Estados brasileiros. Essa é a proposta do Target Group Index, estudo do IBOPE Mídia, realizado a cada seis meses, que retrata o comportamento do consumidor brasileiro.
Ao chegar à primeira onda da 9ª edição, o estudo analisou diversas categorias de produtos, junto a pessoas de 12 a 64 anos, nas principais regiões metropolitanas do país. “Trata-se de um trabalho atual e dinâmico, resultado da busca incessante por novidades a respeito do comportamento e dos hábitos de compra da população”, afirma a diretora comercial do IBOPE Mídia, Dora Câmara.
A 9ª edição do estudo trouxe inovações em relação à anterior. “Foram acrescentados pontos sobre marketing boca-a-boca, que interfere cada vez mais na forma do jovem adquirir produtos”, explica Dora. No geral, as pessoas trocam mais informações sobre alimentos, produtos para casa e celulares. A percepção sobre o poder da influência é maior em itens como roupas e alimentos.
A pesquisa incluiu, ainda, questões sobre eventos marcantes, ou seja, acontecimentos que mudam radicalmente os hábitos de consumo, como casamento, nascimento do primeiro filho e ingresso na universidade. Concluiu-se, tomando como base as classes sociais brasileiras, que para as pessoas de 20 a 54 anos o plano mais importante para os próximos 12 meses é comprar uma casa, e que, entre as que planejam adquiri-la, 47% pertencem à classe C, 28% são das classes AB e 25%, das DE.
Novidades nos resultados
As principais fontes de informação que influenciam as decisões de compra são, em primeiro lugar, as experiências anteriores e, em seguida, a opinião da família e de amigos. Segundo Dora, estas fontes vêm se consolidando em todas as categorias de produtos. “São também consideradas as que fornecem as melhores informações sobre vendas e ofertas especiais, inovação incorporada este ano ao estudo”, explica a executiva.
Quando perguntados a respeito das principais fontes de consulta sobre carros e eletrônicos, os entrevistados elegem a internet e o jornal. Já as revistas aparecem como meios mais consultados para produtos e serviços relacionados à vida saudável, como exercícios e alimentos. A televisão permanece como a principal fonte de informação para a compra de eletrônicos em geral, produtos para casa e alimentos.
Segundo o estudo, as formas de contato com os produtos demonstram-se cada vez menos convencionais. Mesmo com a alta porcentagem registrada pela televisão aberta (97%), a chamada mídia extensiva ganha espaço e é responsável por 83% do impacto registrado pelo consumidor. Desse total, 74% correspondem ao mobiliário urbano (bancos, lixeiras, protetores de árvores etc.) e 12%, aos quiosques.
Alta credibilidade
A próxima onda da 9ª edição do Target Group Index acontece em outubro deste ano. O cliente pode acessar os resultados no banco de dados, por meio do software Choices 3. Nele constam mais de 40 mil informações, possibilitando gerar mais de 1 bilhão de cruzamentos.
Alguns diferenciais conferem alta credibilidade ao estudo: base histórica do questionário, preservada desde sua primeira aplicação no Brasil, há nove anos; 100% dos entrevistadores são efetivos, com experiência de cerca de três anos; estrutura apta a ser auditada interna e externamente; consistência entre as ondas, atestada por meio do sistema de qualidade sig-test.
Desenvolvido na Inglaterra, em 1968, o Target Group Index é realizado em 59 países. Chegou ao Brasil em 1999, fruto de uma parceria entre a americana Kantar Media Research (KMR) e o IBOPE Mídia. A metodologia e os questionários são adaptados para contemplar mídias, produtos e marcas de cada país estudado. |