Elaborado pela recém-criada área Analytcs, do IBOPE//NetRatings, divisão responsável pela análise das pesquisas realizadas pela empresa, o novo produto Redes Sociais foi apresentado aos clientes em junho, durante evento que reuniu cerca de 100 profissionais das principais empresas que atuam na internet brasileira. Na ocasião, Abel Reis, Presidente e COO da Agência Click, Andrea Orsolon, diretora comercial do MySpace, Flávio Ferrari, CEO do IBOPE Media, e Marco Bebiano, responsável por uma unidade de negócios no Google voltada a desenvolver oportunidades de negócios junto às principais agências de propaganda do país, participaram de uma mesa redonda sobre comunidades na internet.
De acordo com Alexandre Magalhães, gerente de análise do IBOPE//NetRatings, a reação dos clientes ao se darem conta do que o novo produto é capaz de fazer por seus negócios foi extremamente positiva. O levantamento em questão traz interpretações aprofundadas sobre o impacto das redes sociais on-line na construção, na sustentação e na reputação das organizações.
Para o executivo, o sucesso do produto também pode ser explicado por seu pioneirismo, uma das marcas registradas do IBOPE. “Quando lançamos o software que mapeia os usuários das redes sociais não havia nada parecido no mercado”, afirma Alexandre. “As empresas contavam com muitas ferramentas para medir a relação das pessoas com as marcas e suas opiniões dentro e fora da internet, mas não ‘conversavam’. O Redes Sociais pode fazer a ponte entre várias ferramentas do IBOPE, como NetView, Target Group Index, Monitor e o novo software de coleta de dados em redes sociais, criado pelo IBOPE Media, cujo nome ainda está em estudo.”
A importância de se ter um produto como o Redes Sociais pode ser traduzida em números. Pesquisas da própria empresa indicam que só em maio deste ano 18,5 milhões de brasileiros navegaram por comunidades on-line. Somados fotologs, videologs e mensageiros instantâneos, o número salta para 20,6 milhões, índice que representa cerca de 90% do total de usuários que utilizam mensalmente a web.
Dentro desse contexto, fica claro o impacto que uma informação –- seja ela boa ou ruim -– tem dentro dessas comunidades virtuais. “Há milhões de usuários de redes sociais dando opiniões sobre tudo, o que em princípio afeta o grupo como um todo”, conta Alexandre. “Internautas que fazem parte de uma mesma comunidade confiam muito um no outro; se eles decidirem falar mal de uma companhia, certamente ela terá prejuízos no que diz respeito à sua imagem”, conclui.
Exemplos práticos
Segundo Alexandre, empresas que se preocupam em se aproximar de seus consumidores por meio das redes sociais têm grandes chances de prevenir eventuais crises. O gerente de análise do IBOPE//NetRatings conta que recentemente uma indústria fabricante de achocolatados anunciou a retirada do mercado de um de seus mais conhecidos produtos. A notícia teve tanta repercussão em algumas comunidades que a companhia se sentiu na obrigação de entrar nesses espaços virtuais para explicar aos seus membros o porquê da descontinuação do item. A decisão não poderia ter sido mais acertada. “A organização conquistou o respeito dos internautas pela iniciativa e, sobretudo, pela sinceridade.”
Foi também com um exemplo prático que o IBOPE//NetRatings provou a seus clientes as vantagens de contarem com um produto como o Redes Sociais, alinhado com o mundo da web 2.0. Na ocasião de seu lançamento, a empresa realizou uma espécie de “relatório-piloto”, tomando como referência as grandes montadoras de automóveis e a relação destas com os sites de comunidades on-line. Dentre inúmeras revelações, uma em particular chamou a atenção. As campanhas virtuais, promovidas por blogs ou outras redes sociais, podem ter um impacto 500 vezes maior do que as que partem dos sites das próprias empresas.
Em função desses e de outros resultados da pesquisa piloto, que surpreenderam positivamente a própria equipe do IBOPE, o gestor afirma: “É fundamental que as companhias entendam a importância de cativar os membros das redes sociais, a fim de ganhar milhares de aliados e, mais do que isso, verdadeiros defensores de suas marcas.” A perenidade, portanto, está de certa forma ligada à seguinte premissa: “As comunidades on-line são constituídas por uma população bem jovem que, no futuro, poderá se tornar consumidora em potencial. Não respeitar esse público hoje pode significar perdê-lo amanhã”, finaliza o executivo. |