Uma dÉcada de iniciativas
bem-sucedidas
Com o apoio de parceiros, Instituto Paulo
Montenegro comemora
dez anos de atuação aliando
seus conhecimentos em pesquisa à promoção de
uma educação de qualidade para todos
Em maio, o Instituto Paulo
Montenegro completou uma
década de atividades. Neste
período, a instituição sem
fins lucrativos, que coordena as ações
sociais do Grupo IBOPE e leva o nome
do dirigente responsável pelo processo
de engajamento social da empresa,
vem se dedicando a programas
voltados para a educação, entendida
como um dos principais fatores
que contribuem para a redução da
desigualdade social.
Para estruturar essas atividades,
o Grupo IBOPE convidou Fábio
Montenegro, responsável pela gestão
do Instituto em seus primeiros anos
e pela criação dos programas que,
ao longo desta década, consolidaram
sua atuação: Nossa Escola Pesquisa
Sua Opinião (Nepso) e Indicador
de Alfabetismo Funcional (Inaf),
ambos realizados em parceria com
a ONG Ação Educativa, entidade
reconhecida por sua atuação na área
da educação. “Para realizar nossos
projetos, contamos com a competência
de vários parceiros, à qual somamos
nossa capacidade de agregar valores
como conhecimento, credibilidade e
relacionamento”, diz a atual diretora
executiva do Instituto, Ana Lúcia Lima.
O principal objetivo do Nepso é
o de promover o uso da pesquisa de opinião por escolas da rede
pública. A Ação Educativa responde
pela coordenação pedagógica, o
Instituto Paulo Montenegro oferece
toda a infraestrutura e o IBOPE
agrega importantes contribuições na
formatação da metodologia. Outro
parceiro fundamental para a concepção
e a expansão do Nepso foi a Unesco,
que possibilitou a produção do Manual
do Professor. “Nesse programa,
mostramos o valor da pesquisa
como geradora de conhecimento,
pois o estudante desenvolve tanto
as habilidades de linguagem e de
cálculo necessárias para a elaboração
de questionários e gráficos quanto
as competências para trabalhar em
equipe, planejar atividades e melhor
interpretar a realidade que o cerca.
Nesse processo, professores e alunos
percebem como o aprendizado pode ser
agradável, desafiador e contextualizado”,
comenta Ana Lúcia.
Aplicado atualmente em sete
estados brasileiros, quatro países latinoamericanos
e em Portugal, o programa
Nepso gerou, com o passar do tempo,
uma rede de troca de experiências.
Percebendo a riqueza desse intercâmbio,
o Instituto passou a investir em meios
para estimular essas conexões, como
a organização de blogs e encontros
internacionais. “Um dos desafios do
Nepso está em ampliar o número de
professores envolvidos nas escolas em
que atuamos e fortalecer laços com as instituições de ensino”, revela Ana Lúcia.
Outro programa bem-sucedido é o
Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf).
Seu objetivo é o de levantar, a cada dois
anos, informações sobre as habilidades e
práticas de leitura, escrita e matemática
de brasileiros entre 15 e 64 anos, as quais possam fomentar o debate, estimular
iniciativas e subsidiar a formulação
de políticas de educação. “O Inaf foi
implantado em 2001 e, com suas sete
edições ao longo desse período, tem
contribuído para assegurar a inserção
desse importante tema na agenda das
prioridades educacionais em nosso país”,
diz Ana Lúcia. “Nosso atual desafio é o
de estender sua aplicação a Estados e
municípios, colaborando para identificar
oportunidades de melhorias em
programas de educação e de qualificação
profissional”, complementa.
O Instituto Paulo Montenegro
também tem estreita relação com
o movimento Todos Pela Educação,
para o qual contribui assessorando
ou realizando estudos. “As pesquisas
desenvolvidas pelo Instituto e pelo
IBOPE orientam nossas ações e são
de extrema relevância no atendimento
das metas do movimento”, diz
José Paulo Soares Martins, membro
do Conselho de Governança e
coordenador do Comitê Executivo
do Todos Pela Educação.
Recentemente, Luís Paulo
Montenegro, vice-presidente do Grupo
IBOPE, foi convidado a integrar o
Conselho do Todos Pela Educação, ao
lado de instituições como Fundação
Bradesco, Fundação Roberto Marinho,
Instituto Ayrton Senna e Itaú Social, ampliando, assim, a possibilidade de o
Instituto contribuir mais efetivamente
para assegurar uma educação de
qualidade para os brasileiros. “Luís
Paulo reúne duas fortes virtudes: visão
empreendedora na abordagem de
programas sociais e visão empresarial
na medição dos retornos dos planos de ação. Além disso, tanto na área
empresarial como no governo e no
terceiro setor, Luís Paulo tem construído
uma imagem de absoluto envolvimento
com as causas maiores da nossa
sociedade. Sua participação certamente
qualifica as decisões do Conselho”,
afirma Martins.
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