Aprendendo a
decidir
Em um mercado competitivo,
somente a decisão correta, na hora exata, pode levar ao sucesso
Decidir não é tarefa fácil
e essa missão deve ser
destinada a profissionais
preparados e apoiados por
informações confiáveis, obtidas por
métodos adequados. “No passado,
algumas decisões empresariais permitiam
correções de rumo; hoje, muitas vezes
não dá tempo”, argumenta Licinio
Motta, diretor geral de pós-graduação
da Escola Superior de Propaganda e
Marketing (ESPM), em São Paulo.
Partindo do princípio de que
quanto melhor a informação melhor
a qualidade da decisão, as empresas
estão investindo em sistemas de
inteligência, mas esta não é a regra. Em
geral, as informações estão espalhadas
pelos departamentos, sem processos
ou sistemas que as organizem.
Mesmo nas empresas que possuem
sistemas integrados de gestão,
alimentados com dados relevantes e
confiáveis, é preciso haver uma cultura
de utilização dessas informações. Por
essa razão, investe-se cada vez mais no
aperfeiçoamento profissional das pessoas
de todos os níveis e funções, para que
elas ampliem sua visão sistêmica e
possam tomar decisões acertadas com
base nas informações corretas.
“Creio que esse movimento de as
empresas capacitarem as pessoas e
disseminarem uma cultura pela qual
as decisões sejam tomadas com base
em informações qualificadas caminha
rapidamente, porque o mercado não
permite erros. Além disso, o que
aprendemos hoje pode não valer daqui
a três anos. Por isso, não podemos
mais parar de estudar”, conclui Motta.
Uma nova opção para
a educação executiva
Para oferecer à sociedade e ao
mercado informações estratégicas que
contribuam para as tomadas de decisão,
o Grupo IBOPE vale-se de métodos
variados com sólida base científica, e esta
característica aproxima suas práticas às
do universo acadêmico. Em razão dessa
afinidade, alguns executivos acalentaram
a ideia de abrir uma frente de negócios
na área de educação. O projeto foi
amadurecendo até que, em 2009, a
empresa decidiu ingressar no setor como
um competidor diferenciado.
“O mercado brasileiro de educação
executiva cresce a cada ano e os grandes
players, que ditam sua dinâmica, são
instituições de ensino de renome. Nosso
objetivo é o de gerar uma qualidade
percebida equivalente à dessas
organizações”, diz Renato Borgheresi,
diretor executivo do IBOPE Educação.
“Temos estrutura e conhecimento. Além
disso, acreditamos na transferência da
credibilidade da marca IBOPE, construída
nestes quase 70 anos de atuação, para
esse novo negócio”, complementa.
O IBOPE Educação vai atuar em duas
frentes: oferecer cursos abertos de curta
duração para atender o profissional
que busca reciclar ou aperfeiçoar suas competências em gestão de negócios e
organizar programas in company. “Para
o segmento empresarial, ofereceremos
alto grau de customização à realidade
dos negócios, alinhando os conteúdos à
visão estratégica da alta administração.
Nesse sentido, poderemos organizar
desde mesas-redondas para acionistas
e diretores, workshops para gestores de
áreas, cursos para analistas até eventos
internacionais”, afirma Borgheresi.
Sempre que houver um profissional
do IBOPE com autoridade e perfil
acadêmico para transmitir os conteúdos,
ele será convocado para ministrar
o curso. O corpo docente será
complementado por consultores e
professores externos para manter um
grupo regular, de modo a assegurar
o padrão de qualidade. “Queremos
proporcionar formação executiva
com alto teor científico e, por isso,
trabalharemos com pessoas que, além de
experiência empresarial, tenham titulação
acadêmica e forte embasamento
conceitual. Um diferencial importante
será o processo de ensino-aprendizagem
orientado pela andragogia, modelo didático mais indicado para o ensino de
adultos”, explica Borgheresi.
Outra diferenciação será o uso
de informações disponíveis no banco
de dados do IBOPE, com exceção
daquelas protegidas por acordo de
confidencialidade, para estudos de
caso, análises de cenários, simulações
etc. “Queremos associar conhecimento
acadêmico a visão de mercado. A
missão do Grupo IBOPE é a de contribuir
para a maximização dos resultados
das empresas, provendo informações
estratégicas para a tomada de decisão.
E, alinhada a isso, capacitar profissionais
para o aprimoramento do processo
decisório das organizações será a missão
do IBOPE Educação”, diz Borgheresi.
Projeto pioneiro
O Grupo IBOPE associou-se a
empresas e personalidades do setor de
publicidade para participar da Sample
Central, franquia oficial da Sample Lab,
um novo conceito de loja criado na
Austrália e implantado pela primeira
vez em 2007 no Japão (Tóquio).
A primeira loja inaugurada em
junho, em São Paulo, já conta com
quase 20 mil associados.
O objetivo desse empreendimento
é o de oferecer gratuitamente para
experimentação produtos em fase de
pré-lançamento (tryvertising). No modelo
brasileiro, os clientes poderão testar
os produtos na própria loja ou levá-los para casa. Após o teste, o consumidor
responde a uma pesquisa online.
O número de visitas à Sample
Central será condicionado a parâmetros
de reciprocidade e capacidade da loja e
elas devem ser agendadas pelo website http://samplecentral.savoir.com.br,
mas não podem ultrapassar uma por
dia. À medida que o cliente fornece informações para a pesquisa, ele vai acumulando pontos em um programa
de fidelidade que oferece vantagens
e prêmios.
A Sample Central é uma associação
de empresas com experiência em
pesquisa (IBOPE), promoções e sampling (Bullet), publicitários
e empresários (Celso Loducca e
João Pedro Borges) e fundos de
investimentos (DGF Investimentos e
Calés Investimentos). A contribuição
do Grupo IBOPE será a de dar todo o
suporte necessário para a validação de
processos e para o desenvolvimento
de metodologias de pesquisa.
“O pioneirismo, vinculado a uma
nova marca e modelo de negócios, e
o conceito de estudos qualitativos e
tendências sobre o comportamento do
consumidor estão entre os principais
atributos que despertaram o interesse
da empresa em investir nesse projeto”,
avalia Rogerio Cajado, diretor
corporativo do Grupo IBOPE. |
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