edição 17 • ano 5 • abr/mai/jun 10 | HOME |
EXPANSÃO
Aprendendo a decidir
VALORES
Ética, transparência e sustentabilidade
CAPA
A hora da decisão

CONSUMO
Internet e consumo infantil

EDUCAÇÃO
Uma década de iniciativas
bem-sucedidas
 

“Não adianta montar sistemas de informações
se não for disseminada
na organização uma
cultura para utilizá-las

Licinio Motta

 
“Capacitar
profissionais para o
aprimoramento do processo
decisório das organizações
será a missão do
IBOPE Educação

Renato Borgheresi

 
 

Aprendendo a decidir

Em um mercado competitivo, somente a decisão correta, na hora exata, pode levar ao sucesso

Decidir não é tarefa fácil e essa missão deve ser destinada a profissionais preparados e apoiados por informações confiáveis, obtidas por métodos adequados. “No passado, algumas decisões empresariais permitiam correções de rumo; hoje, muitas vezes não dá tempo”, argumenta Licinio Motta, diretor geral de pós-graduação da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), em São Paulo.

Partindo do princípio de que quanto melhor a informação melhor a qualidade da decisão, as empresas estão investindo em sistemas de inteligência, mas esta não é a regra. Em geral, as informações estão espalhadas pelos departamentos, sem processos ou sistemas que as organizem.

Mesmo nas empresas que possuem sistemas integrados de gestão, alimentados com dados relevantes e confiáveis, é preciso haver uma cultura de utilização dessas informações. Por essa razão, investe-se cada vez mais no aperfeiçoamento profissional das pessoas de todos os níveis e funções, para que elas ampliem sua visão sistêmica e possam tomar decisões acertadas com base nas informações corretas.

“Creio que esse movimento de as empresas capacitarem as pessoas e disseminarem uma cultura pela qual as decisões sejam tomadas com base em informações qualificadas caminha rapidamente, porque o mercado não permite erros. Além disso, o que aprendemos hoje pode não valer daqui a três anos. Por isso, não podemos mais parar de estudar”, conclui Motta.

Uma nova opção para a educação executiva

Para oferecer à sociedade e ao mercado informações estratégicas que contribuam para as tomadas de decisão, o Grupo IBOPE vale-se de métodos variados com sólida base científica, e esta característica aproxima suas práticas às do universo acadêmico. Em razão dessa afinidade, alguns executivos acalentaram a ideia de abrir uma frente de negócios na área de educação. O projeto foi amadurecendo até que, em 2009, a empresa decidiu ingressar no setor como um competidor diferenciado.

“O mercado brasileiro de educação executiva cresce a cada ano e os grandes players, que ditam sua dinâmica, são instituições de ensino de renome. Nosso objetivo é o de gerar uma qualidade percebida equivalente à dessas organizações”, diz Renato Borgheresi, diretor executivo do IBOPE Educação.

“Temos estrutura e conhecimento. Além disso, acreditamos na transferência da
credibilidade da marca IBOPE, construída nestes quase 70 anos de atuação, para esse novo negócio”, complementa.

O IBOPE Educação vai atuar em duas frentes: oferecer cursos abertos de curta duração para atender o profissional que busca reciclar ou aperfeiçoar suas competências em gestão de negócios e organizar programas in company. “Para o segmento empresarial, ofereceremos alto grau de customização à realidade dos negócios, alinhando os conteúdos à visão estratégica da alta administração. Nesse sentido, poderemos organizar desde mesas-redondas para acionistas e diretores, workshops para gestores de áreas, cursos para analistas até eventos internacionais”, afirma Borgheresi.

Sempre que houver um profissional do IBOPE com autoridade e perfil acadêmico para transmitir os conteúdos, ele será convocado para ministrar o curso. O corpo docente será complementado por consultores e professores externos para manter um grupo regular, de modo a assegurar o padrão de qualidade. “Queremos proporcionar formação executiva com alto teor científico e, por isso, trabalharemos com pessoas que, além de experiência empresarial, tenham titulação acadêmica e forte embasamento conceitual. Um diferencial importante será o processo de ensino-aprendizagem orientado pela andragogia, modelo didático mais indicado para o ensino de adultos”, explica Borgheresi.

Outra diferenciação será o uso de informações disponíveis no banco de dados do IBOPE, com exceção daquelas protegidas por acordo de confidencialidade, para estudos de caso, análises de cenários, simulações etc. “Queremos associar conhecimento acadêmico a visão de mercado. A missão do Grupo IBOPE é a de contribuir para a maximização dos resultados das empresas, provendo informações estratégicas para a tomada de decisão. E, alinhada a isso, capacitar profissionais para o aprimoramento do processo decisório das organizações será a missão do IBOPE Educação”, diz Borgheresi.

Projeto pioneiro

O Grupo IBOPE associou-se a empresas e personalidades do setor de publicidade para participar da Sample Central, franquia oficial da Sample Lab, um novo conceito de loja criado na Austrália e implantado pela primeira vez em 2007 no Japão (Tóquio). A primeira loja inaugurada em junho, em São Paulo, já conta com quase 20 mil associados. O objetivo desse empreendimento é o de oferecer gratuitamente para experimentação produtos em fase de pré-lançamento (tryvertising). No modelo brasileiro, os clientes poderão testar os produtos na própria loja ou levá-los para casa. Após o teste, o consumidor responde a uma pesquisa online. O número de visitas à Sample Central será condicionado a parâmetros de reciprocidade e capacidade da loja e elas devem ser agendadas pelo website http://samplecentral.savoir.com.br, mas não podem ultrapassar uma por dia. À medida que o cliente fornece informações para a pesquisa, ele vai acumulando pontos em um programa de fidelidade que oferece vantagens e prêmios. A Sample Central é uma associação de empresas com experiência em pesquisa (IBOPE), promoções e sampling (Bullet), publicitários e empresários (Celso Loducca e João Pedro Borges) e fundos de investimentos (DGF Investimentos e Calés Investimentos). A contribuição do Grupo IBOPE será a de dar todo o suporte necessário para a validação de processos e para o desenvolvimento de metodologias de pesquisa. “O pioneirismo, vinculado a uma nova marca e modelo de negócios, e o conceito de estudos qualitativos e tendências sobre o comportamento do consumidor estão entre os principais atributos que despertaram o interesse da empresa em investir nesse projeto”, avalia Rogerio Cajado, diretor corporativo do Grupo IBOPE.

IBOPE
Presidente - Carlos Augusto Montenegro • Vice-presidente - Luís Paulo Montenegro • Vice-presidente de desenvolvimento de negócios - Nelsom Marangoni • Diretor corporativo - Rogerio de
A. Cajado • Diretora de recursos humanos e organização - Amélia Caetano • IBOPE Media: CEO - Flavio Ferrari • Diretor executivo - Antonio Ricardo Ferreira • Diretora comercial - Dora Câmara • IBOPE Inteligência: CEO - Márcia Cavallari • Diretora executiva de marketing e novos negócios - Laure Castelnau • Diretor executivo de negócios e operações Latam - Marcelo Kac • Diretor executivo de desenvolvimento e soluções técnicas - Ney Luiz Silva • Instituto Paulo Montenegro: Diretora executiva - Ana Lúcia Lima

GIRO
Publicação trimestral corporativa do IBOPE para públicos interno e externo • supervisão e edição: comunicação institucional, Taís Bahov (MTb 53.300) • textos: Antonio Liutkevicius • edição de arte e produção gráfica: D´Lippi Design + Print • fotos: Shutterstock, Stockexpert e Paulo Pampolim • revisão: Eliete Soares • impressão: D’Lippi Print • tiragem: 10,5 mil exemplares • endereço para correspondência: Alameda Santos, 2.101 8º andar – São Paulo/SP – CEP 01419-002 – comunicacao@ibope.com. A versão eletrônica da publicação está disponível no endereço www.ibope.com. Autorizada a publicação dos dados contidos nas matérias desde que citada a fonte.