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Overdose de informações
21/06/2013
 “O excesso de informação provoca amnésia” (Eco, 2011), com essa frase o famoso escritor italiano resume o sentimento de muitos profissionais de comunicação ao redor do mundo e, por que não dizer, da população em geral. Resultados que exemplificam essa tensão atual foram obtidos em uma pesquisa especial feita pelo IBOPE Media como parte um roadshow realizado em abril na Colômbia, Peru e Equador.

Nessa pesquisa, foi observado que um terço dos profissionais se sente sobrecarregado com a quantidade de informação com que lidam diariamente. Em recente pesquisa realizada pela Cisco Visual Networking Index (VNI), observou-se que o tráfego de dados na internet em apenas um dia de 2013 equivale ao tráfego do ano todo de 2001.

A internet é o estandarte do consumo assombroso de informação nessa nova era de conhecimento. O meio, antes restrito às forças armadas e universidades, já se popularizou suficientemente para andar de mãos dadas com meios tradicionais de mídia. Nesse bloco de países pesquisados, a penetração do meio já chega a: 64% na Colômbia, 52% no Peru e 50% no Equador. No Brasil, o meio já atinge 56% da população e cresceu 115% desde 2003.


Fonte: Target Group Index Latina 2003 (Y4w12), 2006 (Y7w12), 2009 (Y10w12), 2012 (Y13w12)


Fonte: Target Group Index Latina 2003 (Y4w12), 2006 (Y7w12), 2009 (Y10w12), 2012 (Y13w12) (América Latina: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, México, Peru e Venezuela)

Mas o que é consumir jornal? O que é consumir televisão? Para algumas crianças, ler uma tirinha de jornal significa, única e exclusivamente, segurar o tablet ou smartphone do pai durante o café e rir enquanto seus personagens preferidos deslizam ao toque do dedo. No entanto, na perspectiva de algumas pessoas, esta criança está consumindo internet. Essa dualidade de perspectivas também foi observada entre profissionais dos países visitados. Ao responderem se enxergavam a internet mais como um meio ou mais como uma plataforma de consumo, se dividiram: 33% percebem a internet mais como plataforma e 67% percebem mais como meio de comunicação.

É como Henry Jenkis afirmou, “os meios tradicionais não vão morrer, o que vai morrer é nossa forma de lidar com eles”.  Vivemos a era do tradigital, onde o consumo ocorre de três maneiras, exclusivamente tradicional, exclusivamente digital (online) e tradicional + digital (online).

Consumo
América Latina
Brasil
Colômbia
Equador
Peru
TV Tradicional
93%
92%
85%
91%
93%
TV Tradicional + Digital (online)
6%
6%
14%
7%
7%
TV Digital
0%
0%
0%
0%
0%
Jornal Tradicional
44%
34%
50%
63%
82%
Jornal Tradicional + Digital
9%
9%
15%
8%
10%
Jornal Digital
5%
6%
5%
2%
1%
Radio Tradicional
64%
67%
68%
73%
79%
Radio Tradicional + Digital
5%
6%
13%
4%
8%
Radio Digital
1%
1%
2%
1%
1%
Revista Tradicional
20%
26%
21%
16%
10%
Revista Tradicional + Digital
2%
3%
4%
1%
1%
Revista Digital
3%
4%
6%
2%
2%

Fonte: Target Group Index Latina 2012 (Y13w12) (América Latina: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, México, Peru e Venezuela)

Nessa era, não basta consumir ambas as formas separadamente, vivemos uma necessidade crescente de consumir tudo simultaneamente. A pesquisa especial revelou que 88% dos profissionais utilizam dois ou mais meios ao mesmo tempo. No Brasil, 55% da população afirma utilizar dois ou mais meios em simultaneamente. Entre eles, o que apresenta maior consumo simultâneo no Brasil é a televisão com a internet (30%).

 Meios utilizados em simultaneidade
 
TV e internet
30%
  TV e jornal
22%
Rádio e internet
18%
TV e revista
17%
TV e rádio
15%
Rádio e jornal
11%
Rádio e revista
11%
Fonte: Target Group Index Brasil 2012 (Y13w12)

Muito dessa convergência para simultaneidade está baseada no crescente acesso a tablets, smartphones e outros celulares com acesso à internet, que agora oferecem conteúdo ao usuário mesmo enquanto este, teoricamente, está consumindo outro meio. Haja vista a impossibilidade de torcedores fanáticos deixarem seus celulares logados no Facebook enquanto assistem a uma importante partida de seu time do coração.

Colunas1
América Latina
Brasil
Possui Tablet
2%
3%
Possui Smartphone
14%
16%
Celular com acesso à internet
31%
38%
Fonte: Target Group Index Latina 2012 (Y13w12) (América Latina: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, México, Peru e Venezuela)

Mas qual a razão para essas pessoas se manterem conectadas o tempo inteiro, por diferentes meios e plataformas? Interação! Desde a antiguidade, a interação entre as pessoas tem movido a evolução de produtos e processos. Ao se observar os três itens mais citados para usos de internet, observamos que a interação com outra pessoa é preponderante.

Atividades na internet
América Latina
Brasil
Colômbia
Equador
Peru
E-mail
87%
87%
94%
86%
88%
Acessou redes sociais
78%
76%
84%
80%
81%
Enviou/recebeu mensagens instantâneas
67%
66%
71%
69%
79%
Visualizou/baixou fotos ou vídeos
59%
63%
66%
60%
52%
Leu notícias
54%
67%
45%
40%
35%

 

Fonte: Target Group Index Latina 2012 (Y13w12) (América Latina: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, México, Peru e Venezuela)
Filtro: Internet – 7 dias

Se observarmos que o uso para e-mail ainda possui uma vertente relacionada a trabalho, podemos focar em mídias sociais. A penetração dessas mídias na América Latina como um todo é assombrosa.

Acessou redes sociais - 30 dias
Argentina
79%
Brasil
76%
Chile
81%
Colômbia
84%
Equador
80%
México
81%
Peru
81%
Venezuela
76%
Fonte: Target Group Index Latina 2012 (Y13w12)
Filtro: Internet – 7 dias

Cada tipo de consumidor de meio, mídia ou plataforma, se distingue no quanto adere, interage e interfere naquele meio. Em mídias sociais, por exemplo, 96% dos usuários brasileiros veem posts e mensagens, mas apenas 10% efetivamente editam, moderam e influenciam. O desafio nesse momento é atuar nesse cenário de maneira 360 graus. Medir o consumo, a interação e o retorno da sua mídia é tão obrigatório quanto analisar os resultados, comparar propostas e indicadores. Ao ouvir os clientes desses três países, o IBOPE Media constatou que, para 66% deles, as ferramentas de medição que eles possuem hoje carregam mais dados do que eles conseguem analisar e sua preferência é por receber dados refinados (pré-analisados), frente à necessidade de quantidade ou agilidade na disponibilização da informação. Nessa avalanche de informação vivida, é necessário ver o copo meio cheio e observar que existe a oportunidade de se explorar alternativas que tragam informações mais trabalhadas, dados fusionados e soluções customizadas à necessidade, sem se perder na amnésia observada por Eco.

 

 
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