TEXTO:
Inaf aponta o perfil do analfabeto funcional brasileiro
20/08/2012
Analfabetismo funcional dos brasileiros entre 15 e 49 anos cai 13 pontos percentuais na comparação com 2001, mas dados ainda preocupam
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Daqueles que têm renda familiar de até um salário mínimo, 38% são considerados analfabetos funcionais

​Na última década, o Brasil avançou na área da educação, ampliando o acesso ao ensino básico e superior em todas as regiões do país, porém os dados levantados pelo Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf) entre 2001 e 2011 demonstram que a realidade ainda está longe de ser a ideal para o pleno desenvolvimento da sociedade brasileira.

Segundo os últimos dados do Inaf, divulgados em julho de 2012, o número de analfabetos funcionais totaliza 20% dos brasileiros entre 15 e 49 anos, o que representa uma redução de 13 pontos percentuais na comparação com o índice de 2001 (33%).

Os avanços são verificados principalmente na transição do analfabetismo absoluto ou da alfabetização rudimentar para o nível básico de habilidades de leitura, escrita e matemática. Desta forma, a proporção neste último nível foi a que mais cresceu, passando de 37% para 50% da população nesta faixa etária.  Entretanto, a alfabetização plena, que supostamente deveria ser atingida ao se completar o ensino fundamental, permaneceu em torno dos 30% no período.

De acordo com os dados de 2011, quando comparados os percentuais de analfabetismo funcional entre as regiões do Brasil, nota-se que o Nordeste e o Sudeste tiveram melhorias mais significativas: de 45% para 29% e de 32% para 14%, respectivamente. Já em relação à faixa etária, o destaque é para aqueles entre 35 e 49 (de 46% para 30%), ainda que permaneçam como a faixa na qual há mais analfabetos funcionais.

A baixa renda é outro fator relacionado ao grupo de analfabetos funcionais do País.  Daqueles que têm renda familiar de até um salário mínimo 38% são considerados analfabetos funcionais, enquanto que este número cai para 6% dentre aqueles com renda familiar superior a 5 salários mínimos. 

Já em relação à etnia, os números são mais expressivos na população que se auto-denomina como preta/negra, ou seja, 29% destes podem ser considerados analfabetos funcionais, enquanto esse valor é de 23% entre os pardos e de 14% entre os brancos.

Sobre o Inaf
O Inaf avalia as habilidades de escrita, leitura e matemática da população brasileira, classificando os resultados em quatro níveis:

Analfabetos Funcionais:
• Analfabetos: não conseguem realizar nem mesmo tarefas simples que envolvem a leitura de palavras e frases ainda que uma parcela destes consiga ler números familiares (números de telefone, preços, etc.).

• Alfabetizados: em nível rudimentar: localizam uma informação explícita em textos curtos e familiares (como, por exemplo, um anúncio ou pequena carta), leem e escrevem números usuais e realizam operações simples, como manusear dinheiro para o pagamento de pequenas quantias.

Funcionalmente Alfabetizados:

 Alfabetizados em nível básico: leem e compreendem textos de média extensão, localizam informações mesmo com pequenas inferências, leem números na casa dos milhões, resolvem problemas envolvendo uma sequência simples de operações e têm noção de proporcionalidade.

• Alfabetizados em nível pleno: pessoas cujas habilidades não mais impõem restrições para compreender e interpretar textos usuais: leem textos mais longos, analisam e relacionam suas partes, comparam e avaliam informações, distinguem fato de opinião, realizam inferências e sínteses. Quanto à matemática, resolvem problemas que exigem maior planejamento e controle, envolvendo percentuais, proporções e cálculo de área, além de interpretar tabelas de dupla entrada, mapas e gráficos.

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Instituto Paulo Montenegro; Alfabetismo funcional
 

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