TEXTO:
Mais da metade dos brasileiros não segue à risca o tratamento proposto pelo médico
25/09/2015
Principal causa da não aderência ao tratamento é o preço alto do remédio
Taki Steve
​47% são pacientes dedicados, já que seguem à risca todo o tratamento proposto pelo médico, incluindo horários de medicamentos, restrições alimentares e rotinas de exercício, seguindo até o fim pelo tempo estabelecido pelo médico.
Uma pesquisa do IBOPE Inteligência realizada à pedido da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) mostra que 53% dos brasileiros não seguem exatamente o tratamento proposto pelo médico. Dentre eles, 31% alegam que às vezes esquecem de tomar remédio, fazer exercício ou de seguir uma dieta, mas seguem até o fim o tratamento pelo tempo estabelecido pelo médico e 22% que não seguem completamente o tratamento proposta, pois analisam as orientações do médico e adaptam à sua condição financeira, tempo disponível e preferências (comida ou remédio), além de não costumarem ir até o fim do tratamento.

Segundo 30% dos entrevistados, a principal causa da não aderência ao tratamento é o preço alto do remédio, pois em alguns meses conseguem comprar o medicamento e em outros não. Outros motivos são dificuldades em retornar ao médico para acompanhar o tratamento (agenda do médico, fila de espera, custo), mencionado por 26%; e efeitos colaterais dos remédios (ex: dores de barriga, insônia, sonolência) e por isso interrompem o tratamento, citado por 23%. Há também 21% que param de seguir o tratamento quando se sentem melhor, mesmo que não tenham acabado o período orientado pelo médico, 20% que têm dificuldades em lembrar os horários do remédio e 16% que param o tratamento quando querem se divertir, tomar uma bebida alcoólica ou comer algo fora da dieta.

Por outro lado, a pesquisa mostra que 47% são pacientes dedicados, já que seguem à risca todo o tratamento proposto pelo médico, incluindo horários de medicamentos, restrições alimentares e rotinas de exercício, seguindo até o fim pelo tempo estabelecido pelo médico.

Farmácia do Futuro – O estudo também verificou a intenção de uso dos serviços da Farmácia do Futuro. A pesquisa revela que 53% dos entrevistados tirariam dúvidas e se aconselhariam sobre os medicamentos que estão utilizando, 51% realizariam exames preventivos para várias doenças, 48% aceitariam receber um programa de tratamento e acompanhamento para parar de fumar, 48% pediriam ajuda ao farmacêutico sobre a melhor forma de organizar o tratamento e 46% aceitariam receber materiais educativos e relatórios de acompanhamento. Há também 43% que têm interesse em tomar vacinas na farmácia, 41% que avaliariam e acompanhariam o seu tratamento junto com o farmacêutico para saber se os medicamentos estão fazendo o efeito esperado ou se estão causando algum efeito colateral, 36% que aceitariam receber um programa de tratamento e acompanhamento para emagrecimento e gerenciamento do peso e 34% que procurariam conselhos e tratamento para sintomas e mal-estares de baixa gravidade.

Sobre a pesquisa
Esta parte quantitativa da pesquisa foi realizada entre maio e junho de 2015, em 143 municípios, com 2.002 pessoas de 16 anos ou mais. 


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Saúde
 

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